segunda-feira, 11 de fevereiro de 1980

11 - Raposos – Grande BH - Fundado em 1690

O município de Raposos, um dos primeiros povoados de Minas Gerais, foi fundado em 1690 por Pedro de Morais Raposo, bandeirante do território paulista que se estabeleceu na cidade. No início, recebeu o nome de Arraial das Velhas e, posteriormente, passou a se chamar Arraial dos Raposos.
A história da fundação do povoado dos Raposos teve seu início em princípios de 1690, quando a capitania de Minas gerais ainda não existia. Arthur de Sá Meneses, governador geral das Capitanias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas, designou Pedro de Morais Rapôso para descobrir ouro e pedras preciosas nos sertões de Minas, região dos índios Cataguás.
Ele trouxe consigo muitos membros de sua família, que entraram pela região de Sabarabuçu e seguindo o caminho de Paes Leme, acompanhando o leito do Rio Guaicuy (atual Rio das Velhas), encontraram o local ideal para garimpar e faiscar ouro na confluência de um volumoso ribeirão (atual Ribeirão da Prata).
A terra era fértil e o ouro era encontrado em aluvião, então fundou-se o Arraial dos Rapôsos, eles começaram a semear os gêneros de subsistência, aos poucos foi-se colhendo milho, feijão, mandioca e cana de açúcar para produção de melado, rapadura, farinha de mandioca e cachaça.
Como era costume dos bandeirantes edificaram um templo, ergueu-se uma pequena ermida de pau-a-pique que foi consagrada como capela de Nossa Senhora da Conceição, no dia 08 de Dezembro de 1690. Esta pequena capela foi se transformando e recebendo todo o estilo da época, o Barroco, e em 1724 é criada a vigária colatícia por alvará de Dom João V e as primeiras paróquias de Minas, tornando-se assim a 1a. Matriz de Minas Gerais, adornada com peças de ouro vindas de Portugal, móveis de cedro, obras de arte e altares no estilo barroco.
Em 27 de Dezembro de 1948 o Arraial dos Rapôsos é elevado a categoria de município, denominado Raposos, desmembrando-se de Nova Lima em 1o. de Janeiro de 1949 quando assumiu a intendência do município o Dr. Afonso Penna Fernandes e em 1950 assumiu a 1a. Administração municipal a cargo do prefeito Lindouro Duarte Batista.
Igreja Matriz de N. Senhora da Conceição - 
A cidade de Raposos é dona da mais antiga Paróquia de Minas Gerais. Depois de fundado o seu povoado, em 1690, ergueu-se uma pequena Capela de pau-a-pique que servia para reunir os católicos. Enquanto o Arraial de desenvolvia os moradores iam aumentando a Capela. Com a ajuda da população foi transformada em Igreja, depois em Paróquia e por último em Matriz (1690 a 1724). Em estilo barroco e com obras de Aleijadinho, no fim do ciclo do ouro, a igreja foi abandonada e muitas de suas obras foram roubadas ou levadas para outras igrejas. Uma reforma feita em 1954 devolveu parte da beleza original da Matriz.

O mapa está disponível em: 1927_03_MG Município de Sabará .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

domingo, 10 de fevereiro de 1980

10 - Catas Altas da Noruega – Região Central de Minas – Fundada em 1690

 Catas Altas da Noruega começou a ser povoada aproximadamente em torno de 1690 por membros das bandeiras de Miguel Garcia e do coronel Salvador Furtado de Mendonça enquanto exploravam a região da Serra de Itaverava.
Na região onde se encontra o atual município, três núcleos de mineração se formaram a partir das primeiras descobertas do ouro, originando três distritos: Noruega, São Gonçalo e São Francisco.
Os distritos de São Gonçalo e São Francisco eram próximos e acabaram se unindo num único povoado que passaria a ser chamado São Gonçalo das Catas Altas e mais tarde Catas Altas da Noruega. Como a cata do ouro era fácil, encontrando o precioso mineral até nas raízes das plantas, o povoado cresceu e assim nasceu as "Catas Altas", seu primeiro nome.
Pelos idos de 1750, surgiram os primeiros sinais de decadência da mineração do ouro, ocasionada pelo progressivo esgotamento das minas superficiais, e ainda pelo elevado montante fixado para a cobrança do imposto do quinto da Coroa, que não era somente estendido aos mineiros, mas também a pessoas que se dedicavam a outras profissões. Muitos ficaram reduzidos à miséria.
Diante dessa situação, e incentivados pela iniciativa do Conde de Bobadella, o governador da Capitania das Minas Gerais, que procurou incentivar novas descobertas, os garimpos de Catas Altas e o da Noruega (atual localidade rural do município) foram reativados e se uniram, originando o nome atual da cidade: Catas Altas da Noruega.
Até 1718, o povoado pertencia a Vila Rica (atual Ouro Preto), quando aos 7 de março, o então governador da Capitania, o Conde de Assumar, subordinou o distrito à jurisdição da recém-criada Vila de São José del-Rei (atual Tiradentes).
No ano de 1840, em 3 de abril foi criada a freguesia de Catas Altas da Noruega, pela Lei Nº 184, subordinada ao município de Conselheiro Lafaiete.
Catas Altas da Noruega emancipou-se pela Lei nº 2.765 de 30 de dezembro de 1962 e foi instalado como município em 1º de março de 1963.
Datada de 1727, a Matriz de São Gonçalo do Amarante é um exemplar de traços estilísticos inspirados na primitiva arquitetura dos jesuítas, é um prédio preservado em suas características originais, contando-nos muito sobre os processos construtivos e artísticos das Minas setecentistas. Possui um altar-mor e quatro altares laterais e duas capelas internas. Seu estilo de construção é barroco da primeira fase. 


Igreja Nossa Senhora dos Remédios
- A Igreja está localizada no alto de um morro ao qual se tem acesso por estrada de terra. A capela é anunciada por um cruzeiro de madeira localizado do lado esquerdo do portão de entrada do adro. É uma edificação muito bem preservada em suas características originais, de interesse de preservação pelo seu valor histórico, arquitetônico, religioso e simbólico. Apresenta características jesuíticas, destacando-se o altar-mor em talha, o púlpito, as tribunas e os nichos laterais para imagens de vestir. Nas comemorações do mês de maio um anjo em madeira desce do alto da igreja para coroar Nossa Senhora. Construída em 1752 pelo Frei Francisco Vieira, em meados do século XVIII teve como sacerdote o Pe. Bento de Souza Lima possuidor de minas de ouro e engenho de cana-de-açúcar na região, fundador da cidade de Santa Margarida no leste de Minas e primeiro pároco de cidade de Lamim (MG).

A imponente Igreja do Rosário foi construída na parte alta de Catas Altas da Noruega. De sua torre avista-se toda a cidade. Após sucessivas reformas perdeu sua característica original, entretanto seu altar-mor e pia batismal em pedra-sabão datada de 1765, dentre outros objetos e adornos remontam ao século XVIII. Nas proximidades desta igreja encontra-se o cemitério da cidade e a Capela do Santíssimo Sacramento.

O mapa está disponível em: 1927_10_MG Município de Queluz

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

sábado, 9 de fevereiro de 1980

9 - Arraial de Mariana – Região central de Minas – Fundada em 1696

 Mariana surgiu no final do século XVII, com a descoberta de ouro em seu subsolo, tendo sido logo povoada diante da grande quantidade de ouro encontrada e crescendo rapidamente, sendo elevada a Vila Nossa Senhora do Carmo em 8 de abril de 1711 e logo à cidade e capital de Minas Gerais, se chamando Mariana em definitivo, a partir de 23 de abril de 1745. 

Mariana é conhecida como a primaz de Minas, por ter sido a primeira vila, cidade, bispado e capital de Minas Gerais. No século XVIII, foi uma das maiores cidades produtoras de ouro para o Império Português. Tornou-se a primeira capital mineira por participar de uma disputa onde a Vila que arrecadasse maior quantidade de ouro seria elevada a Cidade sendo a capital da então Capitania de Minas Gerais.

A origem da cidade remonta ao final do século XVII. A região em que hoje se encontra o território das Minas Gerais pertencia à Capitania de Itanhaém, porém encontrava-se completamente sem colonização de origem portuguesa. Assim, sob ordens dos donatários da capitania de Itanhaém, bandeirantes oriundos de Taubaté, primeira cidade do Vale do Paraíba, começaram a explorar o sertão após a Serra da Mantiqueira em busca do ouro. Ainda na segunda metade do século XVII, fundaram o primeiro núcleo colonial em território das futuras Minas Gerais, a considerada primeira vila mineira.

O governador, em cerimônia, escolheu o lugar da praça pública, tendo, no seu centro, o pelourinho, símbolo da autonomia administrativa recém-adquirida. Nos dias seguintes, os "homens bons" se reuniram para a eleição da Câmara e a nomeação de diferentes oficiais municipais. No caso do Carmo, foi escolhido o arraial que conhecia mais forte crescimento, o arraial de Cima. A descrição da cerimônia estipulava que não somente os habitantes do lugar, mas todos que doravante dependeriam da jurisdição do novo distrito, se encarregariam, segundo seus meios, da construção da igreja, da Câmara e da prisão.

Foi desta maneira que foi criada a primeira vila e, posteriormente, a primeira cidade em Minas Gerais. Estavam presentes, segundo o Termo escrito então, as pessoas e moradores principais, assinando o documento, escrito por Manuel Pegado.

A designação de Mariana veio mais tarde, em homenagem à rainha D. Maria Ana de Áustria, esposa do rei D. João V. Em 8 de abril de 1711, o governador do Rio de Janeiro Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho criou, no arraial do Ribeirão do Carmo, a Vila do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo, confirmada por Carta Régia de 14 de abril de 1712 com o nome mudado para Vila Real de Nossa Senhora. Mudará de nome outra vez em 23 de abril de 1745 para Cidade Mariana, homenagem do rei dom João V de Portugal a dona Maria Ana de Áustria, sua esposa.

Capela de Santo Antônio - A Capela de Santo Antônio é, possivelmente, a capela mais antiga de Minas Gerais. Localizada em Mariana, às margens do Ribeirão do Carmo, no local onde está construída ocorreu a primeira missa de Minas Gerais, em 1696, como marco do manifesto do ouro em Mariana. A sua construção remonta do século XVII, às margens do Ribeirão do Carmo. Com construção iniciada em 1701 por Salvador Fernandes Furtado, ela foi inicialmente erigida em devoção à Nossa Senhora do Carmo, naquela época sob os domínios do Arcebispado da Bahia. Em 1762, teve os retábulos, púlpitos, arco cruzeiro e porta principal vendidos à Ordem Terceira de São Francisco e, em 1768, foi cedida à Irmandade do Rosário, depois de ser erguida a nova matriz, dedicada à Nossa Senhora da Conceição. A capela permaneceu como local de culto da irmandade do Rosário até 1760, quando se deu a construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, com a união entre as irmandades do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia. Por isso também é conhecida como Capela do Rosário Velho.

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo - Depois de se alojar na primitiva Capela de Nossa Senhora do Carmo (atual Capela Santo Antônio) e na Capela São Gonçalo (hoje inexistente), a Ordem Terceira do Carmo obteve permissão por carta régia, datada de 1784, para erguer seu templo definitivo. As obras iniciaram em 1784, tendo como encarregado o mestre pedreiro português Domingos Moreira de Oliveira, cujos sucessores terminaram o templo em 1835.

Mariana fica a 110 km de Belo Horizonte, faz divisa com os municípios de Alvinópolis, Catas Altas, Ouro Preto, Acaiaca, Diogo de Vasconcelos, Piranga, Santa Bárbara.

O mapa está disponível em: 1927_10_MG Município de Mariana  .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

sexta-feira, 8 de fevereiro de 1980

8 - Brejo do Amparo – Norte de Minas - Fundado em 1688

Brejo do Amparo é hoje distrito de Januária, no Norte de Minas. Foi o berço da ocupação do Norte-mineiro, sendo de grande importância histórica e cultural para Minas. No distrito, foi erguida pelos Jesuítas a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em 1688, tendo sido a segunda igreja construída em Minas Gerais. 

Brejo do Amparo, foi elevado a distrito em 1811, e até então pertencia a Comarca de São Romão, e guarda uma longa e vasta história de ascensão e declínio politico administrativa e comercial, tendo sua sede mudada para Januária, até que o Município que, por efeito da Lei provincial n° 3.194, de 13 de setembro de 1884, foi elevada definitivamente a sede da cidade de Januária, antiga Porto do Salgado.

A região foi desbravada por bandeirantes no século XVII, entre eles, Borba Gato. Em uma de suas paradas pela região, fundou no local uma pequena aldeia. Com a chegada de novos bandeirantes e sertanistas, o local começou a crescer e prosperar. 

Brejo do Amparo possui casario colonial e uma joia do barroco mineiro: a Igreja da Nossa Senhora do Rosário, datada de 1688, construída em um quilombo orientado pelos jesuítas. Este templo foi um dos primeiros em Minas Gerais, e tem proporções médias, sendo que no interior há um coro ao fundo e à esquerda a tribuna, cercada com guarda-corpo, em ripas trabalhadas. O piso é em campas de madeira. A nave possui dois altares, a capela-mor tem o forro pintado com motivos religiosos e altar-mor, de confecção popular, possui vários arcos com colunas torcidas, tendo ao fundo nichos para imagens.

O mapa está disponível em: 1927_01_MG Município de Januária  .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

quinta-feira, 7 de fevereiro de 1980

7 - São Gonçalo do Paraopeba (Belo Vale) – Região central de Minas – Fundado em 1681

Com a descoberta de ouro em suas terras, Belo Vale foi um dos primeiros núcleos populacionais de Minas Gerais, sendo formado a partir de 1681, interessados pelo ouro descoberto nas roças de Matias Cardoso.
Em 1735, graças à descoberta de ouro na Serra do Mascate, ergueu-se uma igreja em homenagem a Sant'Ana, quando o arraial passou a se chamar Santana do Paraopeba.
Entre os anos de 1760 a 1780 foi construída a Fazenda Boa Esperança, residência do Barão do Paraopeba, proprietário das terras na localidade. Na fazenda, possuía um plantel de, mais ou menos, 1.000 cativos, que trabalhavam na mineração de ouro na Serra do Mascate.
Em torno de 1760, a aridez das terras de Santana do Paraopeba fez com que os fazendeiros procurassem lugares melhores para a lavoura e a pastagem. Adentraram pelo Rio Paraopeba e deram início, num vale, um povoado chamado de São Gonçalo, erguendo uma igreja em homenagem ao santo em 1764.
Com a construção de uma pequena ponte de madeira, mudou-se o nome do povoado para São Gonçalo da Ponte. Em 1839 este é elevado a distrito. Em 1914 o nome do distrito á alterado passando a se chamar simplesmente Belo Vale.

Igreja de Santana - Construída em 1735 por Manoel Sobreira e Manoel Machado. A edificação da capela dedicada a Sant’Ana se deu devido a descoberta de ouro na região, no dia 26 de julho, decidiram então, erguer no alto do local denominado São Pedro do Paraypeba, hoje Santana do Paraopeba, a capela em estilo barroco dedicada a avó materna de Jesus.

Igreja Nossa Senhora de Boa Morte - Situada na comunidade Quilombola de Boa Morte, a igreja foi construída em 1760 pelos portugueses Gonçalo Alvares e Paiva Lopes que chegaram nessa região por volta de 1757. A Igreja apresenta uma talha primorosa, com colunas torsas e detalhamento barroco. Em 2015 a igreja teve a restauração estrutural finalizada.

Igreja Matriz de São Gonçalo da Ponte
- A Igreja Matriz dedicada a São Gonçalo da Ponte foi construída pelos portugueses Gonçalo Alvares e Paiva Lopes no ano de 1760. Possui três altares sendo dois laterais e altar mor no mais clássico estilo barroco, possui esculturas de anjos, segundo estudiosos, esculpida por escravos.

Belo Vale fica distante 88 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Congonhas, Ouro Preto, Moeda, Brumadinho, Bonfim, Piedade dos Gerais, Jeceaba.

O mapa estará disponível em: 1927_07_MG Município de Bomfim

Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

quarta-feira, 6 de fevereiro de 1980

6 - São João Batista (Itamarandiba) – Norte de Minas – Fundada em 1675

O município de Itamarandiba (São João Batista) do Vale do Jequitinhonha é uma dos mais antigos da região e um dos mais antigos de Minas Gerais, tendo sido elevado a distrito em 1840 e à cidade em 1862. 
A origem do município remonta ao século XVII, com a empresa do bandeirante Fernão Dias, o " Caçador de Esmeraldas" que na região aportou ainda no século XVII, no processo de expansão da América Portuguesa. Inicialmente conhecida como São João Batista, Itamarandiba foi elevada a distrito em 1840, emancipando-se, finalmente em 1862. No município ainda há inscrições pré-históricas situadas no Sítio Arqueológico de Campos das Flores, no distrito de Penha de França. A etimologia da palavra é de origem indígena e significa "pedra miúda que rola juntamente com as outras".
São representativos da arquitetura colonial, Casarões da Rua Padre João Afonso, Largo do Souza, Rua Tiradentes, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Praça Dr. Alphonso Pavie.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário está localizada no centro da cidade e cria um belo cenário com a vegetação e a nascente do córrego bexiga, quando vista a partir da Praça da Matriz. A Igreja de Nossa Senhora da Penha, no Distrito de Penha de França, chama a atenção pelo belíssimo altar e pela fachada.

A Igreja Matriz de São João Batista sofreu um incêndio em abril de 1999, quando foi totalmente devastada pelas chamas ao longo de quatro dias, tendo a causa do incêndio atribuída a um curto circuito na rede elétrica que teria começado no altar mor. A construção em estilo barroco contava com mais de 234 anos e era a mais imponente edificação da cidade. A nova Matriz de Itamarandiba, foi construída no mesmo local.

Itamarandiba fica a 406 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Aricanduva, Carbonita, Capelinha, Senador Modestino Gonçalves, Veredinha, Rio Vermelho, São Sebastião do Maranhão, Coluna, Frei Lagonegro , Felício dos Santos e São Pedro do Suaçuí.

O mapa está disponível em: 1927_06_MG Município de São João Batista

Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

terça-feira, 5 de fevereiro de 1980

Vila de Quinta do Sumidouro – Região central de Minas – Fundado em 1674


Fidalgo originalmente era um arraial denominado São João do Sumidouro que, em 1923, foi elevado à condição de distrito de Pedro Leopoldo. Situa-se na rota de exploração dos sertões do sudeste no século XVII, sendo importante também por ter como seu provável fundador o bandeirante Fernão Dias Paes Leme. 
A Quinta do Sumidouro é um imóvel rural construído em 1674 no interior da Capitania de São Vicente. O imóvel se localiza no distrito de Fidalgo, município de Pedro Leopoldo, Minas Gerais. Serviu de residência temporária aos bandeirantes Fernão Dias e Borba Gato, bem como forneceu mantimentos e víveres para os sertanistas das expedições em busca de minerais preciosos.
Juntamente com a Capela de Nossa Senhora do Rosário, a Casa e Sítio da Quinta do Sumidouro tem suas origens na expedição bandeirante de 1674. Conta a tradição que o aventureiro, diante das grandes dificuldades dos caminhos e carência de recursos, fixou parte da expedição no local denominado Anhanhonhacanhuva, que significa em tupi: água parada que some no buraco, onde construíram o arraial de São João do Sumidouro.
A capela mantém características da segunda fase do barroco mineiro do século XVIII, no estilo D. João, como o coroamento do retábulo com dossel e anjos, tarjas, nichos cortinados e colunas com base com cabeças de anjos entre nuvens. O forro da capela mor possui pinturas no estilo rococó.
Fernão Dias escolheu nos arredores um sítio de terras mais férteis para o plantio extensivo, onde construiu sua residência, ficando o local conhecido como Quinta do Sumidouro. Data provavelmente desta época a edificação da Capela do Rosário da Quinta do Sumidouro e local onde veio a falecer, que pode ser incluída entre as primeiras capelas de Minas Gerais.

No mapa aparece como Sumidouro e está disponível em: 1927_13_MG Município de Santa Luzia.

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024