domingo, 3 de janeiro de 1993

Ouro Preto - MG


Ouro Preto é um município do estado de Minas Gerais, no Brasil. É famoso por sua arquitetura colonial. Localiza-se na latitude 20º23'08" sul, longitude 43º30'29" oeste e altitude média de 1 179 metros. Sua população de 70 227 habitantes, conforme o censo de 2010 (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), está distribuída em 34 272 homens e 35 955 mulheres. Foi a primeira cidade brasileira a ser declarada, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade em 02 de setembro de 1980.
A fundação da cidade se deu em 1711, em origem do arraial do Padre Faria e outros arraiais, tendo recebido o nome de Vila Rica. Poucos anos depois foi escolhida como a capital da capitania das Minas Gerais (1720).
Intitulada pela Organização nas Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), os aspectos de suas características, considerados para o tombamento, foram: a preservação de suas ruas íngremes e estreitas, feitas em paralelepípedos, casas em estilo colonial, arquitetura barroca nas Igrejas e Museus, criados por Aleijadinho - Antônio Francisco Lisboa.
A arte de Aleijadinho era no estilo barroco, tendência artística da época, que apresentava uma mistura de espiritualidade com racionalismo, tornando-se contraditória.
Só foi possível manter a preservação original da cidade, devido à mudança da capital para Belo Horizonte, em 1897, motivo pelo qual a mesma perdeu parte de sua movimentação, deixando-a longe dos processos de urbanização e modernidade.
Ouro Preto tem uma história de relevante importância para o Brasil, pois serviu como campo de manifestações históricas e culturais na época da descoberta do ouro no país.
Foi cenário do movimento da inconfidência mineira, onde uma elite dominante lutou contra a exploração do ouro em favor de melhores condições de vida para o povo brasileiro.
Na época do movimento, no século XVIII, a corte portuguesa explorava o povo com as altas taxas de impostos sobre o minério, tendo Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier) enforcado em praça pública, tornando-se mártir da libertação do povo aos domínios de Portugal.
A escolha do nome foi baseada nas riquezas ali existentes, que fazia a grande movimentação econômica da região bem como do país. Primeiramente, recebeu a alcunha de Vila Rica, passando mais tarde a ter o nome de Ouro Preto.

 Visitei Ouro Preto no festival de inverno em 1993, valeu a pena.

sábado, 2 de janeiro de 1993

Ataléia - MG

Ataléia é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 16.161 habitantes. A cidade apresenta, como atrativos turísticos, o Rio Norte, o Córrego Acari e o Rio Paloma. Vizinha dos municípios de Ouro Verde de Minas, Ecoporanga e Teófilo Otoni, Ataléia se no nordeste de Minas Gerais, na divisa com o Espírito Santo. Protegida por altas montanhas, às margens do rio Norte, Ataléia vai seguindo a história com sue jeito simples, de raras paisagens e de povo hospitaleiro.

sexta-feira, 1 de janeiro de 1993

Belo Horizonte - MG

Belo Horizonte é um município brasileiro, capital do estado de Minas Gerais. Pertence à Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte e à Microrregião de Belo Horizonte. Com uma área de aproximadamente 330 km², possui uma geografia diversificada, com morros e baixadas, distando 716 quilômetros de Brasília, a capital nacional.
Cercada pela Serra do Curral, que lhe serve de moldura natural e referência histórica, foi planejada e construída para ser a capital política e administrativa do estado mineiro sob influência das ideias do positivismo, num momento de forte apelo da ideologia republicana no país. Sofreu um inesperado acelerado crescimento populacional, chegando a mais de 1 milhão de habitantes com quase 70 anos de fundação. Entre as décadas de 1930 e 1940, houve também o avanço da industrialização, além de muitas construções de inspiração modernista, notadamente as casas do bairro Cidade Jardim, que ajudaram a definir a fisionomia da cidade.
De acordo com o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, sua população é de 2 375 444 habitantes, sendo a sexta cidade mais populosa do país. Belo Horizonte já foi indicada pelo Population Crisis Commitee, da ONU, como a metrópole com melhor qualidade de vida na América Latina e a 45ª entre as 100 melhores cidades do mundo. Hoje a cidade tem o quinto maior PIB entre os municípios brasileiros, representando 1,37% do total das riquezas produzidas no país. Uma evidência do desenvolvimento da cidade nos últimos tempos é a classificação da revista América Economia, na qual Belo Horizonte aparece como uma das 10 melhores cidades para fazer negócios da América Latina em 2009, segunda do Brasil e à frente de cidades como Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba.1
Sua fundação se deu em 1897, sendo a primeira cidade do país a ter planejamento urbano. E sendo a terceira maior cidade brasileira, a contribuir com o desenvolvimento industrial do país por ser a maior exportadora de minério de ferro do país, também de pedras preciosas e de importantes fábricas da indústria automotiva.
Belo Horizonte é emoldurada pelas montanhas da Serra do Curral, a capital mineira foi a primeira cidade planejada do país. Conhecida como a “capital dos botecos”, por ter a maior quantidade média de bares entre as cidades brasileiras, Belo Horizonte realiza todos os anos um concurso para eleger os melhores bares em diversas categorias. São mais de 14 mil estabelecimentos deste género, que garantem uma vida noturna marcante.
O famoso tempero mineiro faz parte da cultura da cidade e atrai visitantes que vão à procura do leitão à pururuca, do tutu de feijão, da vaca atolada (um prato com costela de boi e mandioca) e doces caseiros. Belo Horizonte oferece aos turistas uma excelente rede de restaurantes com comida regional. Para não falar no queijo produzido na cidade e arredores, um verdadeiro património cultural de Minas Gerais.
A cidade convida a um belo passeio: comece pela Praça da Liberdade, passe pelos bairros de Savassi e Lourdes com seus diversos cafés e pequenas lojas. Tudo isto complementado pela hospitalidade única dos mineiros e temperado com um sotaque peculiar.
Belo Horizonte possui uma frota de autocarros que funciona num sistema integrado com linhas de metrô e de comboio. Um novo sistema de autocarros rápidos está a ser implementado na cidade. Os turistas também podem ter acesso a táxis, nas modalidades comum e especial.
Hospedagem - A metrópole oferece um sofisticado parque hoteleiro, que recebe diferentes tipos de turistas: oferece hotéis preparados para atender às necessidades dos executivos e outros estabelecimentos menores interessantes para quem se desloca à cidade a passeio. Um dos destaques dos hotéis mineiros é o seu pequeno almoço, normalmente incluído na tarifa, com iguarias mineiras, como queijo, pão de queijo e geleias.
Transporte - O acesso a Belo Horizonte pode ser feito através de diversas estradas do país. Para quem vem de São Paulo, a BR-381 é o caminho mais fácil. Para quem vem do Rio de Janeiro ou de Brasília, o acesso deve ser feito pela BR-040. O Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) recebe voos de todas as capitais do Brasil.
Artesanato local - A riqueza cultural de Minas Gerais também está espelhada na diversidade do seu artesanato, com trabalhos em barro, madeira, prata, pedra, para além de bordados e peças em croché, tricô e de couro feitas à mão. As peças produzidas em barro também são populares. Com base na tradição indígena, os ceramistas (em particular nos vales de Jequitinhonha e São Francisco) produzem esculturas e objetos tais como potes, panelas e vasos.
Morei em Belo Horizonte em 1993.

sábado, 1 de fevereiro de 1992

Santa Rita do Sapucaí - MG

Santa Rita do Sapucaí foi fundada por uma família de portugueses, Sr. Manoel da Fonseca, sua esposa Dona Genoveva Maria Martins, o filho Antônio e sua filha menor Maria Rita , que se instalaram às margens do Ribeirão do “Mosquito”. Sairam eles de Olivença, cidade de Portugal que formavam o “Contestado”, descontestes com a anexação da terra natal à Espanha. Desembarcaram na cidade do Rio de Janeiro e foram ali recebidos por D. João VI que não se esquecera dos serviços prestados por Manoel da Fonseca, quando da invasão de Napoleão bonaparte a Portugal. O Casal se instalou em Baependi e ali desenvolveu um comércio lucrativo, e quando soube das terras devolutas às margens do Sapucaí, serviran-se de recomendações do Imperador e, vendendo seus bens, rumaram com os filhos e escravos para tomar posse das terras, que ficavam nas margens do Rio Sapucaí.
Sempre portando a santa de sua devoção (Santa Rita de Cássia), fundaram a freguesia que iria celebrar o nome da Santa. Para cumprir a promessa, pedindo um milagre para salvar o chefe da família, em 1821 doaram a santa oito alqueires de terra. Quatro anos após, falecido Manoel da Fonseca, sua Esposa Dona Genoveva consolidou a promessa mandando construir a capela onde foi celebrada a primeira missa. No dia 22 de maio de 1825 o Pe. Mariano Accionlli oficiava a 1ª missa e introfuzia a imagem que tão ciosamente trouxeram de Portugal, e estava fundada a freguesia de Santa Rita do Sapucaí. Em 1836 a Capela recebeu prerrogativas de Curato.  Já em 1839 foi elevada à categoria de “Freguesia”.  Em a 1º de setembro de 1888 é elevada a Vila. No ano de 1891 foi instalado na vila o Fórum Cível e finalmente no ano de 1892 foi elevada à cidade.
Santa Rita do Sapucaí é um município da Sul de Minas Gerai. Sua população é de 40 784 habitantes. É conhecida como "O Vale da Eletrônica", devido aos centros educacionais e empresas dessa área situados na cidade. As referências na área de educação são: a  Escola Técnica de Eletrônica “ Francisco Moreira da Costa” , o  Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL  e a  FAI - Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação . A data magna da cidade é o dia 22 de maio, festa da padroeira, celebrada todos os anos com conotações religiosas, folclóricas e sócio-culturais. A padroeira, Santa Rita de Cássia, santa italiana nascida no século XIV, modelo de virtude e coragem, é o símbolo de mulher santa-ritense.

domingo, 1 de janeiro de 1989

Congonhal - MG

Seguindo os passos dos mineradores, o fisco procurava meios de cobrar o quinto da Coroa. Foi em busca da cobrança do quinto que se instalou um posto de registro com quartel e tropas às margens do rio Mandu, no vale do Sapucaí-Mirim. Esse posto funcionou até 1770, e ao seu redor surgiu o povoado Mandu que deu origem ao município de Pouso Alegre. Um dos povoados do município de Pouso Alegre, existente desde os meados do século XIX, na planície banhada pelo rio Cervo, era o povoado de São José do Congonhal.
A ocupação do território do Município, ocorreu a partir de 1800, iniciada pelo Comendador José Ferreira de Matos, um dos primeiros habitantes e fundadores da localidade. Em 1857, o Comendador doou terrenos de sua fazenda para a ereção de uma capela em louvor a São José.  A localidade, situada em uma planície, banhada pelo rio Cervo, de clima ameno, solo fértil e próxima a Pouso Alegre e à cidade de Caldas, dois importantes centros na época, desenvolvendo-se, sendo criada a Paróquia de São José, em 1869, o que motivou a vinda de inúmeros moradores.
 Através da Lei n. 2.242 de 26 de junho de 1876 de Autoria da Assembléia Legislativa Provincial de MINAS GERAIS no artigo segundo cria o distrito de paz na povoação de São José do Congonhal, termo de Pouso Alegre. Já a Lei n. 2.650 de 4 de novembro de 1880 também de Autoria da Assembléia Legislativa Provincial de Minas Gerais eleva à categoria de paróquia o distrito de São José do Congonhal. Em 1900, a então Vila de Congonhal contava 2400 habitantes, que liderados pelo Coronel Evaristo Valdetaro e Silva, buscaram sua emancipação política e administrativa. Em 1908 é executado o prolongamento das estradas de Pouso Alegre á Congonhal, Itaim e Sant´Ana do Sapucahy. O topônimo inicial foi São José do Congonhal, invocação do Padroeiro e abundância de uma planta nativa -congonha -existente na região. Embora conhecido como Vila do Congonhal.
A Lei n.° 1.039, de 12 de dezembro de 1953, desmembrou de Pouso Alegre os distritos de Congonhal e Senador José Bento, que passaram a constituir juntos o novo Município de Congonhal. Em 30 de dezembro de 1962, houve a emancipação de Senador José Bento pelo governador de Minas Gerais, Sr. José Magalhães Pinto, desmembrando o município de Congonhal.

Gentílico: Congonhalense.
População: 10.468 habitantes (IBGE 2007).
Área: 205 km2
Bioma: Mata Atlântica .

O município de Congonhal possui ótima localização e ainda foi abençoado com riquezas naturais e belas cachoeiras, montanhas, matas. Aqui os turistas reencontram a paz e poderão estar livre do stress. Que tal abrir a janela numa manhã de sol e desfrutar a paisagem de uma linda montanha! A cidade de Congonhal - Minas Gerais pode oferecer isso e muito mais: Festa o ano todo, cachoeiras, pesqueiros e comidas típicas.

quinta-feira, 1 de dezembro de 1988

A caminho de Santa Rita do Sapucaí

Um dia estava andando pelas ruas de Congonhal-MG com vários dúvidas na cabeça, vivia de pequena renda, já tinha quinze anos e queria ganhar o mundo. Quando passei em frente da rodoviária e decidi entrar, sem pensar, comprei uma passagem para Santa Rita do Sapucaí,também em Minas, meu companheiro Renato, tinha uma loja de móveis lá, dizia que havia uma grande obra, muitos caminhões, estavam construindo uma escola, queria ser caminhoneiro. Em poucas horas, após ter feito baldeação de ônibus e caminhado, estava em outra cidade. 
Desejava desbravar o mundo, a oportunidade surgiu nesta viagem conheci alguns estudantes que se preparavam para o vestibular de ETE "Francisco Moreira da Costa", mochileiros de outras cidades, alguns estrangeiros e decidi que queria ser como eles. Aos 16 anos, fui morar em Santa Rita do Sapucaí-MG onde aprendei a me virar sozinho, tive medo, angústia, mas encontrei coragem para enfrentar o desconhecido.
Havia muita amizade, muitas vidas, muitos destinos diferentes. Histórias que se cruzam num mesmo sonho: o de mudar o mundo. Neste período dirigi a minha vida, as vezes em busca de aventura, como um piloto de corrida que não tinha habilitação, muitas vezes "pisava fundo", ignorando a sinalização, nem quebra-mola nem sinal vermelho me parava não, diversas vezes derrapei, saí da pista, subi na calçada, fui multado quando quis "cortar caminho" pela contramão, mas graças a Deus eu saí inteiro, tomei juízo (não tinha dinheiro para vodca) e hoje não me arrisco mais, tô andando numa estrada nova, nesta viagem estou seguro.
Percorri este caminho muitas vezes, 13696 Km, mas valeu a pena. Sempre fui de carona, perdi a conta de quantas caronas peguei. Bicicleta, moto, táxi, moto-táxi, carro, ônibus e caminhão. Quando pegava carona em carros chegava mais rápidos, dava para almoçar na casa da mamãe. Mesmo assim, gostava de ir com os gigantes da estrada, ia devagar podia observar o caminho, as curvas da estrada, a paisagem, conhecia pessoas que levavam a vida com simplicidade e valorizavam cada segundo. A carona foi se repetindo na minha vida, mais por necessidade do que por aventura, foi assim muita vezes neste caminho entre Santa Rita do Sapucaí e Congonhal. 

domingo, 17 de julho de 1988

Lazinho "Meia Volta"

O saudoso Lazinho, também chamado de "Meia Volta", para alguns apenas um andarilho, para outros uma lenda, para mim um ser iluminado, uma criança que viveu quase 100 anos, uma figura que apesar de balbuciar apenas algumas palavras, através de seu olhar se comunicava com todos e fez parte de uma época que deixou saudades, assim como ele.
Fico emocionado em me lembrar e só me faz ter muitas saudades de Congonhal e principalmente de minha infância, mas, uma das histórias do Lazinho que lembro da Corina contar, era que ele ficou daquele jeito porque foi abandonado na porta da igreja no dia do casamento. Se é verdade eu não sei, mas é uma das inúmeras histórias.
Quando era criança quando eu via o Lazinho eu saia correndo de medo...Depois de muito tempo passei a cumprimenta-lo....Mas não entendia nada o que ele falava....Acho que tinhamos medo porque ele carregava aquele cajado e porque não entendiamos o que ele falava, mas ele sempre respondia (não sei o que?) quando o comprimentavamos, era quase como uma rotina.
Congonhal cresceu, os carros tomaram suas ruas, hoje talvez, já não haveria espaço para o “bom velhinho” perambular com seu cajado. Mas nem por isso ele deixou de existir. Ele vive em nossas recordações, em nossas lembranças. Ele era irmão do meu vô Avelino. O lazinho andava o dia todo mas tinha endereço fixo; fizesse frio,calor,ou chuva ele saia de manhã e só voltava a tardinha para casa do Senhor Avelino no bairro das Taiobas em Congonhal. Algumas pessoas morriam de medo dele, mais ele não fazia mal a ninguém.. desde que não o impedisse de andar...andou até que adoeceu e morreu.....saudades do Lazinho e do Senhor Avelino que cuidou dele a vida inteira.
Há algunas décadas atrás com meus 12 anos de idade ,mais ou menos umas 10:00 horas da manhã acordei assustada com o barulho de um atropelamento.Saí na janela e vi que o saudoso Lazinha ao atravessar a rua foi atingido pelo ônibus da Cipatur bem em frente onde eu morava. Ao vê-lo com o rosto todo ensangüentado comecei a chorar e pedir ajuda. Ele levantou-se, colocou a mão no rosto não aceitou ajuda e saiu andando. Até hoje tenho ele na minha memória. Saudades te todos que já se foram ao encontro de Deus e de todos que deixei aí. Saudades mesmo!!