sexta-feira, 1 de fevereiro de 1980

1 - Matias Cardoso (Morrinhos) – Norte de Minas – Fundada em 1660

Matias Cardoso (Distrito de Morrinhos) foi emancipado em 1992 do município de Manga. Manga (Distrito de São Caetano do Japoré) foi emancipada em 1923 do município de Januária, e está ilustrado no Municípios do Album Chorographico (1927) no município de Januária em 1927.
Essa a primeira povoação duradoura a se estabelecer no território mineiro apesar de na época pertencer à Capitania da Bahia. Desde sua fundação por volta de 1660, a sociedade pastoril disseminada a partir de Morrinhos se dedicou à criação de gado e à produção de gêneros alimentícios, que comercializavam com a cidade de Salvador. Daí a existência de um caminho que ligava as duas cidades e que posteriormente fizeram parte dos chamados caminhos do sertão ou caminhos da Bahia. O comércio com a sociedade baiana era tão intenso e lucrativo que possibilitou à população de Morrinhos construírem uma imensa igreja, a primeira de Minas Gerais, ainda hoje existente na cidade de Matias Cardoso, ela era e é dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Constituiu-se como primeira freguesia no território do Estado de Minas Gerais, fato que ocorreu no ano de 1695.
Sua origem data de 1660, com a chegada á região da bandeira de Matias Cardoso de Almeida. Chegaram, formaram um povoado, de nome Morrinhos, a primeira povoação de Minas Gerais. O arraial prosperava, tendo sido elevado a freguesia, vila, distrito e por fim cidade emancipada, passando a adotar o nome de Matias Cardoso, em homenagem ao bandeirante. Além de ser o povoamento mais antigo de Minas Gerais, abriga também a primeira igreja de Minas Gerais, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, erguida pelos Jesuítas. Hoje a igreja é um dos símbolos da história de Minas Gerais. Matias Cardoso (identificado como Morrinhos no mapa de 1927) fica a 683 km de Belo Horizonte, no Norte do Estado, contando com cerca de 12 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de Manga, Itacarambi, Jaíba, Gameleiras, São João das Missões e Malhada (Ba) e Iuiú (BA).

O mapa está disponível em: 1927_01_MG Município de Januária  .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

quinta-feira, 17 de janeiro de 1980

Capitania, Província e Estado de Minas Gerais - Comarcas em 1872

Em 2 de dezembro de 1720, a Capitania de São Paulo e Minas do Ouro foi desmembrada pela Coroa Portuguesa, sendo criada a Capitania de Minas, que se tornou conhecida como Minas Gerais.
A Província de Minas Gerais foi instituída no Reino do Brasil pelas Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, em 28 de fevereiro de 1821, ainda no âmbito do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, criada a partir da Capitania de Minas Gerais.
Foi uma província do Império do Brasil a partir de 1822, e deu origem ao atual Estado de Minas Gerais, após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.
Durante o período do Império do Brasil, de 1822 a 1889, a Província de Minas Gerais desempenhou um papel fundamental na consolidação e estabilidade do novo regime político.
A província, historicamente rica e influente, continuou a exercer um papel central na economia, na política e na cultura do país.

Consolidação territorial de Minas Gerais
Mapa: MOURA; Antonio de Paiva.
No fim do século XVIII, começou a ocupação das atuais regiões da Zona da Mata, Norte de Minas e Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba - Fase 01.  
A expansão dos limites de Minas Gerais continuou ao longo do século XIX, em direção ao vale do Bahia e ao Espírito Santo . Em 1800, definiu-se a divisa com o Espírito Santo, a qual foi estendida até a Serra dos Aimorés - Fase 02. 
Em 1816, as atuais regiões do Triângulo e Alto Paranaíba foram incorporadas a Minas Gerais transferidas da Capitania de Goiás - Fase 03.
Em 1824 o atual Noroeste de Minas deixou de pertencer a Pernambuco e foi incorporado a Minas, com a incorporação da Comarca do Rio São Francisco.  Devido ao movimento separatista da Confederação do Equador, Pedro I a desligou do território pernambucano como punição e para evitar a irradiação das ideias republicanas do movimento.
Já a divisa com o Rio de Janeiro, estabelecida sem muita precisão desde 1709, foi fixada em 1843 - Fase 04. 
Em 1857, o Vale do Jequitinhonha foi definitivamente transferido da Bahia para Minas Gerais. Diversas disputas entre Minas Gerais e São Paulo ocorreram nos séculos XIX e XX. Houve a Conferência de Limites Interestaduais, que tratou desse e de outros casos e, por fim, em 1936, a partir dos trabalhos da Comissão Mista de Limites de São Paulo e Minas Gerais, finalmente as divisas foram aceitas pelos dois estados como são hoje.

Criação de vilas, freguesias, distritos e municípios
Até o final do século XVIII, a maior parte da população da capitania concentrava-se nos núcleos urbanos e nas proximidades da região mineradora. Contudo, o esgotamento das jazidas auríferas e de diamantes levou à diáspora da população urbana, que se deslocou para outras regiões. Os desbravadores passaram a criar novas fazendas por outras regiões do atual estado, erguiam capelas onde posteriormente surgiam arraiais e vilas.
No início do século XIX, houve uma intensa criação de vilas, freguesias, distritos e municípios. Isto contribuiu para a expansão e povoamento do território mineiro, expandido suas fronteiras para o norte (adquirindo partes da província de Pernambuco), para leste (adquirindo áreas do Espírito Santo), para o oeste (anexando a região do Triângulo Mineiro, antes pertencente a Goiás). A população mineira passou a ser predominantemente rural, e as cidades do ouro ficaram cada vez mais vazias, o que teve grande influência na cultura e na política da província.

Censo demográfico do Brasil de 1872
Em 1872 através do censo demográfico se confirmou que a Província de Minas Gerais era a mais populosa do Império. Com uma população estimada em mais de 2 milhões de pessoas, também era a maior em quantidade de escravos: cerca de 370 459, distribuídas em 22 comarcas.

Comarcas, Paróquias e distritos recenseados em 1872. 
I. Comarca da Capital: 1.1. Município de Ouro Preto: Ouro Preto, Antônio Pereira, São Bartolomeu, Antônio Dias, Santo Antônio da Casa Branca, Nossa Senhora da Conceição do Rio das Pedras, Itabira do Campo, Cachoeira do Campo, Ouro Branco, Piedade do Paraopeba e Nossa Senhora da Conceição de Congonhas do Campo. 12. Município do Bom Fim: Bonfim, Itatiaiussu, Piedade dos Gerais, São Gonçalo da Ponte, Rio do Peixe, Mateus Leme. 1.3. Município de Queluz: Nossa Senhora da Conceição de Queluz, Capela Nova de Nossa Senhora das Dores, Santo Amaro, Santo Antônio de Itaverava, Catas Altas da Noruega, Brumado de Suassuhy, São Brás de Suassuhy, Piedade da Boa Esperança e Lamim.

II. Comarca de Sabará: 2.1. Município de Sabará: Sabará, Nossa Senhora da Lapa, Santa Quitéria, Raposos, Congonhas do Sabará, Santo Antônio do Rio Acima, Curral Del Rei, Betim, Contagem. 2.2. Município de Caeté: Caeté, Roças Novas, Taquarussu, Jaboticatubas.

III. Comarca do Rio Piracicava: 3.1. Município de Mariana: Assunção de Mariana, Aflitos de Mariana, Camargos, Inficionado, Rosário do Sumidouro, São Caetano do Ribeirão Abaixo, Conceição do Brumado, Forquim, Saúde, Paula Moreira e Barra Longa. 3.2. Município de Santa Bárbara: Santa Bárbara, São Gonçalo do Rio Abaixo, São João do Morro Grande, Cocais, Senhor Bom Jesus do Alto do Rio de São João, São Miguel de Piracicava, Catas Altas do Mato Dentro, São Domingos do Prata. 3.3. Município de Itabira: Itabira, Carmo de Itabira, Cuiethé, Santana dos Ferros, Santa Maria, Joanésia, Antônio Dias Abaixo, São José da Lagoa, Alfié, 3.4. Município de Ponte Nova: Ponte Nova, Escalvados, Pedra do Anta, Santa Margarida, São Franc. do Ribeirão Vermelho, Conceição do Casca, Jequeri, Abre Campo, Pedra Bonita.

IV. Comarca do Rio Muriahé: 4.1. Município de São Januário do Ubá: São Januário do Ubá, Presídio, Sapé, Santo Antônio do Muriahé, São José do Barroso, Santana de Bagres. 4.2. Município de São Paulo do Muriaé: São Paulo do Muriahé, Dores da Vitória, Nossa Senhora da Glória de Muriahé, São Francisco da Glória, Santa Luzia de Carangola, Divino Espirito Santo*, São Sebastião da Cachoeira Alegre, São Francisco de Assis de Capivari, São Francisco de Paula da Boa Família, São Sebastião da Mata, Conceição dos Tombos do Carangola. 4.3. Município de Santa Rita do Turvo: Sta. Rita do Turvo, São Miguel de Arrepiados, São Sebastião dos Aflitos, Barra do Bacalhau, São Sebastião do Coimbra, São Miguel do Anta. 4.4. Município de Piranga: Conceição de Piranga, São Caetano do Chapotó, São José do Chapotó, Nossa Senhora de Oliveira de Piranga, Conceição do Turvo, Calambao.

V. Comarca do Rio Pomba: 5.1. Município de Leopoldina: Leopoldina, Madre de Deus do Angú, Santa Rita da Meia Pataca, Conceição do Laranjal. Santana do Pirapitinga, Nossa Senhora da Piedade, Conceição da Boa Vista, Senhor Bom Jesus do Rio Pardo. 5.2. Município de São Manuel do Pomba: São Manuel do Pomba, Espírito Santo do Pomba, Senhor do Bomfim das Mercês do Pomba, Cana Verde do Taboleiro, Nossa Senhora das Mercês do Pomba, São José de Paraopeba. 5.3. Município de Mar de Hespanha: Mar de Hespanha, Além Parahyba, Divino Espírito Santo do Mar de Hespanha, Aventureiro, Dores de Monte Alegre. 5.4. Município de Rio Novo: Rio Novo, Divino Espírito Santo de Piao. São João Nepomuceno.

VI. Comarca do Rio Parahibuna: 6.1. Município de Barbacena: Barbacena, Remédio, Santa Rita de Ibitipoca, Desterro do Melo, Nossa Senhora da Conceição de Ibitipoca, João Gomes. 6.2. Município de Juiz de Fora: Juiz de Fora, Nossa Senhora da Glória de São Pedro de Alcântara*, Nossa Senhora D'assunção do Chapéu de Uvas.  6.3. Município de Rio Preto: São José do Rio Preto, São Francisco de Paula do Monte Verde. 

VII. Comarca do Rio das Mortes: 7.1. Município de São João del Rei: São João del Rei, Carrancas, Conceição da Barra, Nazareth, São Miguel de Cajuru, Madre de Deus, Santa Rita do Rio Abaixo. 7.2. Município de São José Del Rei: São José del Rei*, Prados, Lagoa Dourada, Lage, Santana da Ressaca de Carandaí. 7.3. Município de Lavras; Lavras, Perdões, Nepomuceno, Carmo da Cachoeira.

VIII. Comarca do Rio Baependi: 8.1. Município de Baependi: Baependi, Conceição do Rio Verde, Conceição do Pouso Alto, Picu, São Tomé Das Letras, Passa Quatro. 8.2. Município de Campanha: Campanha, Espírito Santo da Mutuca, Águas Virtuosas, São Gonçalo da Campanha, Três Corações do Rio Verde, Lambari. 8.3. Município de Aiuruoca: Aiuruoca, Rosário da Lagoa, Serranos, Bocaina, Bom Jesus do Livramento. 8.4. Município de Cristina: Cristina, Carmo do Pouso Alto, Capituba, Santa Catarina, Conceição da Virgem do Pouso Alto. 8.5. Município de Conceição do Porto do Turvo: Conceição do Porto do Turvo, São Vicente Ferrer, Bom Jardim. 8.6. Município de Senhor dos Passos do Rio Preto: Senhor dos Passos do Rio Preto, Santo Antônio de Oliveira. Sta. Rita de Jacotinga, Dores do Rio do Peixe, Sta. Bárbara do Monte Verde.

IX. Comarca do Rio Jaguary: 9.1. Município dPouso Alegre: Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, Conceição da Aparecida da Estiva. 9.2. Município de Jaguari: Jaguari, Santa Rita de Extrema, São José do Toledo, Carmo do Cambuí. 9.3. Município de Itajubá: Itajubá, São Caetano da Vargem Grande, Nossa Senhora da Conceição de Parangussu, Soledade de Itajubá, Santa Rita de Boa Vista. 9.4 Município de Ouro Fino: Ouro Fino, Jacotinga, São Bom Jesus do Campo Místico, Carmo da Borda da Mata. 9.5. Município de São José do Paraíso: São José do Paraíso, São João Batista da Cachoeira, Santana de Capivari.

X. Comarca do Rio Sapucahy: 10.1. Município de Caldas: Nossa Senhora do Patrocínio de Caldas*, Campestre, São Sebastião de Jaguari, São Francisco de Paula do Machadinho, Santa Rita de Cássia. 10.2. Município de Três Pontas: Três Pontas, Varginha, Carmo do Campo Grande. 10.3. Município de Alfenas: Alfenas, Santo Antônio do Machado, Vila Formosa, São Sebastião do Areado, Douradinho, São Joaquim da Serra Negra. 10.4. Município de Dores da Boa Esperança: Dores da Boa Esperança, Espírito Santo dos Coqueiros, São Francisco do Água-Pé. 10.5. Município de Cabo Verde: Cabo Verde, São José da Boa Vista, Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista.

XI. Comarca do Rio Pará: 11.1. Município de Oliveira: Oliveira, São Francisco de Paula, Passa Tempo, Carmo do Japão, Santo Antônio do Amparo, Cláudio. 11.2. Município de Formiga: São Vicente F. da Formiga,  Nossa Senhora do Carmo de Arcos, Bambuí. 11.3. Município de Tamanduá: São Bento de Tamanduá, Campo Belo, Espírito Santo da Itapecirica,  Nossa Senhora do Desterro, Candeas. 11.4. Município do Bom Sucesso: Bom Sucesso, São João Batista, São Thiago. 11.5. Município de Sto. Ant. do Monte: Santo Antônio do Monte, Nossa Senhora da Luz do Aterrado

XII. Comarca do Rio Grande: 12.1. Município de Passos: Nossa Senhora dos Passos, Dores do Aterrado*, São Sebastião da Ventania, Carmo do Rio Claro, Santa Rita de Cássia do Rio Claro, Santa Rita do Rio Claro. 12.2. Município de Piumhy: Piumhy, São João Batista do Glória, Pimenta, São Roque do Piumhy. 12.3. Município de Jacuhy: São Sebastião do Paraíso, São Carlos do Jacuhy*. São Francisco das Chagas do Monte Santo, Dores do Guaxupé.

XIII. Comarca do Rio Paraná: 13.1. Município Uberaba: Uberaba, São Pedro da Uberabinha, Carmo do Frutal. 13.2. Município de Carmo do Prata: Carmo da Prata, Boa Vista do Rio Verde, Francisco Sales, São José do Tijuco.  13.3. Município de Sacramento: Sacramento, Forquilha, Desemboque. 13.4. Município de São Francisco das Chagas do Monte Alegre: São Francisco das Chagas do Monte Alegre, Santa Maria, Nossa Senhora da Abadia do Bom Sucesso.

XIV. Comarca do Rio Paranahyba: 14.1. Município de Bagagem: Bagagem, Brejo Alegre, Água Suja, Carmo da Bagagem, Santana do Rio das Velhas. 14.2. Município de Araxá: São Domingos de Araxá, Pratinha, 14.3. Município de Campo Grande: São Francisco das Chagas do Campo Grande, Carmo do Arraial Novo. 14.4. Município de Patrocínio: Patrocínio, Coromandel, Serra do Salitre. 14.5. Município de Patos de Minas: Patos de Minas, Parnahyba.

XV. Comarca do Rio Indaiá: 15.1. Município de Pitangui: Pitangui, Santana do Onça do Rio de São João, Bom Despacho, Maravilha, 15.2. Município de Pará: São Gonçalo do Pará, Santana do Rio de São João Acima, Pompéu, Piedade do Pará e Carmo do Cajuru. 15.3. Município de Dores de Indaiá: Dores do Indaiá, Patrocínio, Morada Nova, São Sebastião do Pouso Alegre e Tiros.

XVI. Comarca do Rio Piracatu: 16.1. Município de Paracatu: Paracatu, Guarda Mór, Gurití, Catinga, Alegres.

XVII. Comarca do Rio das Velhas: 17.1. Município de Santa Luzia: Santa Luzia, Lagoa Santa, Matozinho, Jequitibá. 17.2. Município de Curvelo: Curvelo, Piedade dos Bagres, Santana de Traíras*, Livramento de Papagaio. 17.3. Município de Sete Lagoas: Sete Lagoas, Taboleiro Grande.

XVIII. Comarca do Rio Gequitahy: 18.1. Município de Montes Claros: São José de Montes Claros, Senhor do Bom Fim, Olhos D'água, Contendas, Coração de Jesus. 18.2. Município da Barra do Rio das Velhas: Barra do Guaicui.

XIX. Comarca do Rio São Francisco: 19.1. Município de Januária: Januária, Amparo do Brejo do Salgado, Morrinhos. 19. Município de São Romão: São Romão, Pedra dos Angicos.

XX. Comarca do Rio Pardo: 20.1. Município de Grão Mogol: Grão Mogol, Gorutuba, Brejo Das Almas, Itacambira. 20.2. Município do Rio Pardo: Rio Pardo, Salinas, Lenções, Tremedal.

XXI. Comarca do Rio Jequitinhonha: 21.1. Município de Minas Novas: Minas Novas, Capelinha, Santa Cruz da Chapada, Sucuriú, Piedade, Philadelphia, Água Suja. 21.2. Município de Santo Antõnio de Arassuahy: Santo Antônio de Arassuahy, Santo Antônio do Itinga, São Sebastião do Salto Grande*, São Miguel de Jequitinhonha*, São Domingos de Arassuahy. 21.3. Município de São João Batista: São João Batista, Penha de França*, São José de Jacuri, Santíssimo Coração de Jesus das Barreiras.

XXII. Comarca do Serro do Frio: 22.1. Município do Serro: Conceição do Serro, Santo Antônio do Rio do Peixe, Milho Verde, Corrente, Santo Antônio do Peçanha, Rio Vermelho, Rio das Pedras, São Miguel e Almas, Patrocínio do Serro. 22.2. Município de Conceição do Mato Dentro: Conceição do Mato Dentro, São Domingos do Rio do Peixe, Nossa Senhora das Dores de Guanhães*, Santo Antônio da Tapera, Porto de Guanhães, Morro do Pilar de Gaspar Soares, São Francisco de Assis de Paraúna, Itambé de Mato Dentro. 22.3. Município de Diamantina: Santo Antônio de Diamantina*, São Gonçalo de Rio Preto, São João da Chapada, Conceição de Curumatahy, Nossa Senhora da Conceição do Rio Manso*, Santo Antônio de Gouveia*.

O Recenseamento do Império foi bem amplo, cobrindo 96% das localidades.

O mapa está disponível em: 1868_00_MG Minas Gerais .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

segunda-feira, 2 de novembro de 1970

Congonhal 1972 - Cemitério Paroquial de Congonhal

Mapa 01 - Cemitério já constava no Mapa do 
Distrito de São José do Congonhal - 1933
Construído no final do século XIX, recebeu na época o nome de Cemitério Paroquial, pois era de responsabilidade da Paróquia de São José de Congonhal, que até hoje mantem, na sua secretaria os livros de registros de óbitos. "A igreja e o cemitério foram construídos na mesma época (1879)”. (Fichas - arquivo do Museu Tuany Toledo de Pouso Alegre). O cemitério era menor, mais ou menos um quarto do tamanho atual, sendo seus limites definidos por um muro de taipa à frente onde hoje fica o cruzeiro. O restante do lote era cercado por arame farpado. Quando o mato crescia, a comunidade fazia mutirões para carpir, sendo que a cada capina, dedicavam-se moradores de um ou outro bairro da zona rural.
No inicio todas as pessoas eram enterradas em covas. Atualmente ainda existem algumas que são enterradas dessa forma, porém a maioria dos sepultamentos são feitos em carneiras ou túmulos com acabamento de cerâmica ou cimento.  A maioria dos túmulos variam de tamanho, sendo de uma a quatro gavetas. A primeira pessoa a ser enterrada neste cemitério foi uma escrava de nome “Mãe Joana” que morava no bairro dos Coutinhos. Esta informação consta em fichas no Museu histórico "Tuany Toledo", de Pouso Alegre, além de ter sido narrada por pessoas da comunidade.
Foto 01 - Cemitério de Congonhal - Ano de 1972
Também narrado pela comunidade, consta a história da carneira de criança mais antiga pertencente ao menino José Joaquim, nascido a 16 de setembro e falecido a 20 de agosto de 1928.
Outros túmulos estão entre os mais antigos de pessoas adultas: Maria A. Jesus Morais nascida em 1870 e falecida em 1935; Antônia V. Moraes nascida em 1876 e falecida em 1963; Ana Inácia Toledo nascida em maio de 1895 e falecida em outubro de 1925; Eliza Carmelita Toledo nascida em fevereiro de 1876 e falecida em janeiro de 1953; e o de Francisco Cesário Gomes nascido em 21 de março de 1899 e falecido em 11 de dezembro de 1967. Na paróquia existe um livro de Assento de Óbitos, onde eram lançados os registros das pessoas que faleciam e eram enterradas no cemitério, sendo que o primeiro registro foi feito na data de 30 de setembro de 1881 e o ultimo em 16 de maio de 1973.
Fonte: Biblioteca Nacional Digital do Brasil - Jornal - Minas Geraes : Orgão Official dos Poderes do Estado (MG) - 1892 a 1900.

sexta-feira, 30 de outubro de 1970

Congonhal 1970 - Salão Paroquial de Congonhal

Foto 01 - Congonhal 1970 - Salão
Paroquial de Congonhal
O Salão Paroquial de Congonhal foi construído entre os anos de 1938 a 1942, para que os Padres tivessem local para ministrar catequese.
Neste salão também funcionou o primeiro cinema de Congonhal, trazido pelo Padre Salústio e quem operava a máquina de projeção era o Sr. Nelson Wood.

Nos anos 80 o cinema foi reativado pelo Raimundo "Piru". Quando criança, esperava ansioso, pelos matinées dominicais, depois vinha como complemento os filmes dos Trapalhões, além de filmes com o Oscarito e Grande Otelo e a noite sonhar além dos filmes de Cawboys tinha também Elizabeth Taylor e Rock Hudson.

Um dos filmes que assisti no Salão paroquial foi: "O Incrível Monstro Trapalhão", filme brasileiro de 1981, do gênero comédia, dirigido por Adriano Stuart e estrelado pela trupe humorística Os Trapalhões. 
Figura 02 - Cartaz do Filme
"Os Três Boiadeiros".
Outro filme que assisti no Salão paroquial foi:
Os Três Boiadeiros, 1979"
• Direção: Waldir Kopesky
• Roteiro: Waldir Kopesky (argumento e roteiro), 
• Roteiro: Anacleto Rosas Júnior (argumento/baseado na música)
• Gênero: Aventura / Drama / Musical 
• Origem: Brasil 
• Duração: 90 minutos
• Tipo: Longa-metragem

"Os Três Boiadeiros - Três peões (Pedro, Zé Rolha e Chiquinho) resolvem correr mundo transportando bois, prometendo às amadas que voltarão sempre pra casa. Contratados para entregar uma boiada numa região perigosa, famosa pelos assaltos constantes, os três aceitam rapidamente e se preparam para capturar os bandidos. Pedro, solteiro, não tem pra quem voltar e só pensa em sua amada Juliana, que há muito se casou com outro. Mas a estrada sempre traz suas surpresas".

Nos anos 90 funcionou como Pastoral da Juventude com encontro de grupo de Jovens da Igreja Católica. Trabalham com diversos temas de nossa realidade, discutindo e mostrando a eles qual a melhor opção de ser realmente feliz.
O grupo fazia trabalhos voluntários todos os anos como Campanha do Agasalho e Campanha do Natal, Realiza também Festa Julina com os pais dos membros do grupo e com amigos; Faz Teatro da Paixão e Morte de Jesus que envolve cerca de 70 pessoas contando com apoio de vários patrocinadores.

Fonte: Câmara Municipal de Congonhal.

quarta-feira, 7 de outubro de 1970

Congonhal 1966 - Desfile Cívico do dia 7 de Setembro

Foto 01 - Desfilie Cívico - 7 de Setembro de 1966.

Alunos do Grupo Escolar "Mendes de Oliveira", durante um ato cívico, fotografados em frente da casa que foi a primeira sede do correio de Congonhal, situado na Praça Comendador Ferreira de Matos, berço da cidade de Congonhal, aqui em uma imagem dos anos 1960, mais precisamente em frente à Praça Comendado Ferreira de Matos, quando a população atenta, acompanhava o desfile do dia 7 de Setembro.

segunda-feira, 5 de outubro de 1970

Congonhal 1965 - Encenação da Paixão de Cristo

Encenação da Paixão de Cristo era tradição em Congonhal nos anos 60. Realizado por muitos anos, o espetáculo reunia centenas de pessoas que relembravam a importante passagem da vida cristã.
Foto 01 - Congonhal 1965 - Encenação
da Paixão de Cristo
Essa foto foi o registro de uma procissão da semana Santa, ocorrida abril de 1965 em Congonhal.

Meu pai dizia que naquela época durante a quaresma praticamente não se consumia carne vermelha, que era substituída por peixe, na Semana Santa, as emissoras de rádio, mudavam seu repertório, a música popular era suspensa e assim ouviam-se cantos, hinos e contos bíblicos específicos para a ocasião.
Já na sexta-feira da Paixão, muitas pessoas não penteavam os cabelos, não varriam casas nem quintais! O uso de facas para cortar pães não era permitido, qualquer tipo de atividade era deixado de lado. No período da tarde daquele dia, todos se silenciavam… Ficavam quietos, rezando, muitos jejuavam e às vezes a fome era saciada com água e pão!
Figura 02 - Cartaz com convite para
a "Encenação da Paixão de Cristo".
Na igreja, todos os Santos eram cobertos por uma manta roxa, o que era tradição, e várias pessoas se ajuntavam em frente da igreja, e em silêncio…
O respeito era muito grande! Ele estava ali naquele dia cheio de tradição e respeito, e junto com um grupo de pessoas da família se dirigiam em direção à praça comendador Ferreira de Matos onde era realizado a "Encenação da Paixão de Cristo", um dos atores era o Chico da Farmácia.
Ouvia-se no rádio contos de Cristo, e nos cinemas filmes bíblicos como: O Manto Sagrado, Reis dos Reis, Espártacus, Os Dez Mandamentos, Ben Hur, El Cid, Sansão e Dalila… Que era sinônimo de casa cheia!

Na foto 01 - Ao fundo há a uma edificação da década de 40, essa casa ficava na Praça Comendador Ferreira de Matos, esquina com a Rua Prudente de Morais, pertenceu ao Sr. João Vilela Franco. Na parte debaixo​ do sobrado ficava o armazém do Sr. Geraldo Correia, fazíamos compras lá, na época da caderneta.
Muitas pessoas moraram ali, o Saulo da Farmácia morou ai por uns tempos, nos anos 80.
Foi demolida na década de 90, para construção de outra edificação, onde funcionava um espaço de lazer, atualmente é uma papelaria e nos fundos, um bar com saída pela Rua Prudente de Morais.

Fonte: Câmara Municipal de Congonhal.

quarta-feira, 30 de setembro de 1970

Congonhal 1960 - Procissão de Finados

Essa foto é de uma procissão de finados onde as mulheres andavam de um lado da rua e os homens do outro. Observem, as ruas ainda eram chão batido. 
Foto 01 - Congonhal 1960 - Procissão de Finados
A praça desde os primórdios do povoamento do município, é o local diversos tipos de manifestações como: procissões, desfiles, festas shows. 


Minha Vó Maria tinha como principal qualidade contar causos. Então, ouvi a minha infância inteira uma história intitulada “Procissão dos Mortos dos Dourados”, que dizia o seguinte:
Em um dia de Finados há muitos anos, minha avó ainda criança, morava em uma casinha de madeira na estrada do bairro dos dourados. 
"Naquele 02 de novembro sua mãe hospedava um irmão que veio de longe e dizia-se não acreditar em nada vindo do além. Naquela noite em específico, perto da meia-noite, ele resolveu abrir a janela da humilde casa para fumar tranquilamente seu cachimbo, minuciosamente preparado. Porém, ao abrir a janela, foi deparado com um pequeno grupo de pessoas vestidas com túnicas negras e compridas passando na rua. Um dos integrantes do grupo veio até ele e ofereceu uma vela. A procissão continuou seguindo, até se perder na escuridão. No outro dia, ao acordar, comentou com todos sobre a bela procissão que passou e perguntou se alguém não havia escutado a cantoria. Todos balançaram a cabeça negativamente achando estranho não escutarem o barulho que o homem dizia ser tão evidente. Para provar que estava falando a verdade, foi até a sala pegar a vela para mostrar, quando de repente dá um grito e todos correm para a sala, onde havia um osso humano na mão daquele até então desacreditado homem, que depois do ocorrido enlouqueceu e cometeu suicídio poucos meses depois".
Nem preciso dizer que quando minha avó contava essa história eu ficava semanas sem dormir e o bairro do Dourado na minha mente infantil era um local amaldiçoado, até as jabuticabas daquelas chácaras eram assustadoras.

Na Foto 01 - Á esquerda da Praça comendador Ferreira de Matos há uma edificação onde funcionou até 1963 a escola Estadual Mendes de Oliveira, que mudou de local com a construção de um prédio de estrutura metálica na Rua Duque de Caixas, para atender a população escolar que aumentou, esta construção ficou conhecida como "Escola de Lata", que foi desativada a partir da construção de outro prédio em 1978.
Neste local a partir de 1963 funcionou o "Grupo Escolar de Congonhal" que, em 29 de agosto de 1966 passa a denominar-se " Grupo Escolar João Lúcio dos Santos", em homenagem ao mesmo, cidadão benemérito, que pertencia a uma família tradicional da cidade. Atualmente é a Prefeitura Municipal. 



Fonte: Câmara Municipal de Congonhal.