segunda-feira, 2 de novembro de 1970

Congonhal 1972 - Cemitério Paroquial de Congonhal

Mapa 01 - Cemitério já constava no Mapa do 
Distrito de São José do Congonhal - 1933
Construído no final do século XIX, recebeu na época o nome de Cemitério Paroquial, pois era de responsabilidade da Paróquia de São José de Congonhal, que até hoje mantem, na sua secretaria os livros de registros de óbitos. "A igreja e o cemitério foram construídos na mesma época (1879)”. (Fichas - arquivo do Museu Tuany Toledo de Pouso Alegre). O cemitério era menor, mais ou menos um quarto do tamanho atual, sendo seus limites definidos por um muro de taipa à frente onde hoje fica o cruzeiro. O restante do lote era cercado por arame farpado. Quando o mato crescia, a comunidade fazia mutirões para carpir, sendo que a cada capina, dedicavam-se moradores de um ou outro bairro da zona rural.
No inicio todas as pessoas eram enterradas em covas. Atualmente ainda existem algumas que são enterradas dessa forma, porém a maioria dos sepultamentos são feitos em carneiras ou túmulos com acabamento de cerâmica ou cimento.  A maioria dos túmulos variam de tamanho, sendo de uma a quatro gavetas. A primeira pessoa a ser enterrada neste cemitério foi uma escrava de nome “Mãe Joana” que morava no bairro dos Coutinhos. Esta informação consta em fichas no Museu histórico "Tuany Toledo", de Pouso Alegre, além de ter sido narrada por pessoas da comunidade.
Foto 01 - Cemitério de Congonhal - Ano de 1972
Também narrado pela comunidade, consta a história da carneira de criança mais antiga pertencente ao menino José Joaquim, nascido a 16 de setembro e falecido a 20 de agosto de 1928.
Outros túmulos estão entre os mais antigos de pessoas adultas: Maria A. Jesus Morais nascida em 1870 e falecida em 1935; Antônia V. Moraes nascida em 1876 e falecida em 1963; Ana Inácia Toledo nascida em maio de 1895 e falecida em outubro de 1925; Eliza Carmelita Toledo nascida em fevereiro de 1876 e falecida em janeiro de 1953; e o de Francisco Cesário Gomes nascido em 21 de março de 1899 e falecido em 11 de dezembro de 1967. Na paróquia existe um livro de Assento de Óbitos, onde eram lançados os registros das pessoas que faleciam e eram enterradas no cemitério, sendo que o primeiro registro foi feito na data de 30 de setembro de 1881 e o ultimo em 16 de maio de 1973.
Fonte: Biblioteca Nacional Digital do Brasil - Jornal - Minas Geraes : Orgão Official dos Poderes do Estado (MG) - 1892 a 1900.

sexta-feira, 30 de outubro de 1970

Congonhal 1970 - Salão Paroquial de Congonhal

Foto 01 - Congonhal 1970 - Salão
Paroquial de Congonhal
O Salão Paroquial de Congonhal foi construído entre os anos de 1938 a 1942, para que os Padres tivessem local para ministrar catequese.
Neste salão também funcionou o primeiro cinema de Congonhal, trazido pelo Padre Salústio e quem operava a máquina de projeção era o Sr. Nelson Wood.

Nos anos 80 o cinema foi reativado pelo Raimundo "Piru". Quando criança, esperava ansioso, pelos matinées dominicais, depois vinha como complemento os filmes dos Trapalhões, além de filmes com o Oscarito e Grande Otelo e a noite sonhar além dos filmes de Cawboys tinha também Elizabeth Taylor e Rock Hudson.

Um dos filmes que assisti no Salão paroquial foi: "O Incrível Monstro Trapalhão", filme brasileiro de 1981, do gênero comédia, dirigido por Adriano Stuart e estrelado pela trupe humorística Os Trapalhões. 
Figura 02 - Cartaz do Filme
"Os Três Boiadeiros".
Outro filme que assisti no Salão paroquial foi:
" Os Três Boiadeiros, 1979"
• Direção: Waldir Kopesky
• Roteiro: Waldir Kopesky (argumento e roteiro), 
• Roteiro: Anacleto Rosas Júnior (argumento/baseado na música)
• Gênero: Aventura / Drama / Musical 
• Origem: Brasil 
• Duração: 90 minutos
• Tipo: Longa-metragem

"Os Três Boiadeiros - Três peões (Pedro, Zé Rolha e Chiquinho) resolvem correr mundo transportando bois, prometendo às amadas que voltarão sempre pra casa. Contratados para entregar uma boiada numa região perigosa, famosa pelos assaltos constantes, os três aceitam rapidamente e se preparam para capturar os bandidos. Pedro, solteiro, não tem pra quem voltar e só pensa em sua amada Juliana, que há muito se casou com outro. Mas a estrada sempre traz suas surpresas".

Nos anos 90 funcionou como Pastoral da Juventude com encontro de grupo de Jovens da Igreja Católica. Trabalham com diversos temas de nossa realidade, discutindo e mostrando a eles qual a melhor opção de ser realmente feliz.
O grupo fazia trabalhos voluntários todos os anos como Campanha do Agasalho e Campanha do Natal, Realiza também Festa Julina com os pais dos membros do grupo e com amigos; Faz Teatro da Paixão e Morte de Jesus que envolve cerca de 70 pessoas contando com apoio de vários patrocinadores.

Fonte: Câmara Municipal de Congonhal.

quarta-feira, 7 de outubro de 1970

Congonhal 1966 - Desfile Cívico do dia 7 de Setembro

Foto 01 - Desfilie Cívico - 7 de Setembro de 1966.

Alunos do Grupo Escolar "Mendes de Oliveira", durante um ato cívico, fotografados em frente da casa que foi a primeira sede do correio de Congonhal, situado na Praça Comendador Ferreira de Matos, berço da cidade de Congonhal, aqui em uma imagem dos anos 1960, mais precisamente em frente à Praça Comendado Ferreira de Matos, quando a população atenta, acompanhava o desfile do dia 7 de Setembro.

segunda-feira, 5 de outubro de 1970

Congonhal 1965 - Encenação da Paixão de Cristo

Encenação da Paixão de Cristo era tradição em Congonhal nos anos 60. Realizado por muitos anos, o espetáculo reunia centenas de pessoas que relembravam a importante passagem da vida cristã.
Foto 01 - Congonhal 1965 - Encenação
da Paixão de Cristo
Essa foto foi o registro de uma procissão da semana Santa, ocorrida abril de 1965 em Congonhal.

Meu pai dizia que naquela época durante a quaresma praticamente não se consumia carne vermelha, que era substituída por peixe, na Semana Santa, as emissoras de rádio, mudavam seu repertório, a música popular era suspensa e assim ouviam-se cantos, hinos e contos bíblicos específicos para a ocasião.
Já na sexta-feira da Paixão, muitas pessoas não penteavam os cabelos, não varriam casas nem quintais! O uso de facas para cortar pães não era permitido, qualquer tipo de atividade era deixado de lado. No período da tarde daquele dia, todos se silenciavam… Ficavam quietos, rezando, muitos jejuavam e às vezes a fome era saciada com água e pão!
Figura 02 - Cartaz com convite para
a "Encenação da Paixão de Cristo".
Na igreja, todos os Santos eram cobertos por uma manta roxa, o que era tradição, e várias pessoas se ajuntavam em frente da igreja, e em silêncio…
O respeito era muito grande! Ele estava ali naquele dia cheio de tradição e respeito, e junto com um grupo de pessoas da família se dirigiam em direção à praça comendador Ferreira de Matos onde era realizado a "Encenação da Paixão de Cristo", um dos atores era o Chico da Farmácia.
Ouvia-se no rádio contos de Cristo, e nos cinemas filmes bíblicos como: O Manto Sagrado, Reis dos Reis, Espártacus, Os Dez Mandamentos, Ben Hur, El Cid, Sansão e Dalila… Que era sinônimo de casa cheia!

Na foto 01 - Ao fundo há a uma edificação da década de 40, essa casa ficava na Praça Comendador Ferreira de Matos, esquina com a Rua Prudente de Morais, pertenceu ao Sr. João Vilela Franco. Na parte debaixo​ do sobrado ficava o armazém do Sr. Geraldo Correia, fazíamos compras lá, na época da caderneta.
Muitas pessoas moraram ali, o Saulo da Farmácia morou ai por uns tempos, nos anos 80.
Foi demolida na década de 90, para construção de outra edificação, onde funcionava um espaço de lazer, atualmente é uma papelaria e nos fundos, um bar com saída pela Rua Prudente de Morais.

Fonte: Câmara Municipal de Congonhal.

quarta-feira, 30 de setembro de 1970

Congonhal 1960 - Procissão de Finados

Essa foto é de uma procissão de finados onde as mulheres andavam de um lado da rua e os homens do outro. Observem, as ruas ainda eram chão batido. 
Foto 01 - Congonhal 1960 - Procissão de Finados
A praça desde os primórdios do povoamento do município, é o local diversos tipos de manifestações como: procissões, desfiles, festas shows. 


Minha Vó Maria tinha como principal qualidade contar causos. Então, ouvi a minha infância inteira uma história intitulada “Procissão dos Mortos dos Dourados”, que dizia o seguinte:
Em um dia de Finados há muitos anos, minha avó ainda criança, morava em uma casinha de madeira na estrada do bairro dos dourados. 
"Naquele 02 de novembro sua mãe hospedava um irmão que veio de longe e dizia-se não acreditar em nada vindo do além. Naquela noite em específico, perto da meia-noite, ele resolveu abrir a janela da humilde casa para fumar tranquilamente seu cachimbo, minuciosamente preparado. Porém, ao abrir a janela, foi deparado com um pequeno grupo de pessoas vestidas com túnicas negras e compridas passando na rua. Um dos integrantes do grupo veio até ele e ofereceu uma vela. A procissão continuou seguindo, até se perder na escuridão. No outro dia, ao acordar, comentou com todos sobre a bela procissão que passou e perguntou se alguém não havia escutado a cantoria. Todos balançaram a cabeça negativamente achando estranho não escutarem o barulho que o homem dizia ser tão evidente. Para provar que estava falando a verdade, foi até a sala pegar a vela para mostrar, quando de repente dá um grito e todos correm para a sala, onde havia um osso humano na mão daquele até então desacreditado homem, que depois do ocorrido enlouqueceu e cometeu suicídio poucos meses depois".
Nem preciso dizer que quando minha avó contava essa história eu ficava semanas sem dormir e o bairro do Dourado na minha mente infantil era um local amaldiçoado, até as jabuticabas daquelas chácaras eram assustadoras.

Na Foto 01 - Á esquerda da Praça comendador Ferreira de Matos há uma edificação onde funcionou até 1963 a escola Estadual Mendes de Oliveira, que mudou de local com a construção de um prédio de estrutura metálica na Rua Duque de Caixas, para atender a população escolar que aumentou, esta construção ficou conhecida como "Escola de Lata", que foi desativada a partir da construção de outro prédio em 1978.
Neste local a partir de 1963 funcionou o "Grupo Escolar de Congonhal" que, em 29 de agosto de 1966 passa a denominar-se " Grupo Escolar João Lúcio dos Santos", em homenagem ao mesmo, cidadão benemérito, que pertencia a uma família tradicional da cidade. Atualmente é a Prefeitura Municipal. 



Fonte: Câmara Municipal de Congonhal.

segunda-feira, 10 de agosto de 1970

Congonhal 1959 - Obras para captação de água

Congonhal 1959 - Equipe com material
para obra de captação de água
Primeiro caminhão da Prefeitura Municipal de Congonhal, registrado no ano de 1958. O caminhão estava carregado de canos, que serviram para fazer o encanamento da água da Cachoeira dos Quintilhanos.
O caminhão era um basculante, da marca REIHN (Ford Alemão). Nesta foto o motorista do caminhão era o Sr. Luiz Ansorge, está presente também o engenheiro alemão responsável pelo serviço da captação da água, e o prefeito da época Sr. Mário Silveira.

sábado, 8 de agosto de 1970

Congonhal 1958 - Laticínio São José

Foto 01 - Congonhal 1958 - Laticínio São José.
Em 1958, na rua Silviano Brandão, 6, entrava em funcionamento o primeiro laticínio de Congonhal, cujo o nome era Laticínio São José. Era de propriedade do Sr. Vicente Venâncio dos Santos e do Sr. Benedito Policarpo Alvarenga. Com maquinário de ultima geração adquirido com financiamento próprio em Lambari - MG.
A família Alvarenga tinha uma fábrica de laticínios, desde a década de 30. Fabricavam queijos dos mais diversos tipos, e levavam para outras cidades para serem vendidos com a marca Fronteira Laticínios, o laticínio funcionou até no ano 2000, com a Família Alvarenga .

Fonte: Câmara Municipal de Congonhal.