terça-feira, 5 de fevereiro de 1980

5 - São Gonçalo do Ibituruna – Oeste de Minas – Fundada em 1674

Ibituruna significa “Serra Negra” ou “Nuvem negra”, é uma pequena cidade na Região Oeste de Minas, com cerca de 3 mil habitantes e está distante 220 km de Belo Horizonte. O município faz divisa com Bom Sucesso, Ijaci, Itumirim, Itutinga, Nazareno. Além de sua história, Ibituruna guarda relíquias dos tempos das bandeiras de Fernão Dias e do período colonial, como o Marco da Sesmaria, colocado pelo próprio Fernão Dias,  marco de pedra até hoje existente.      
A cidade foi a quinta povoação a surgir em Minas Gerais e a primeira povoação fundada no território mineiro pelo bandeirante paulista, Fernão Dias Paes Leme, em 1674. O bandeirante deixou São Paulo aos 66 anos, liderando um grupo de 40 homens brancos e 600 índios e mamelucos, Vieram em busca da lendária Sabarabuçu, uma serra, que acreditavam, ser toda formada por esmeraldas e da Vupabuçu, uma imaginária lagoa, que acreditavam existir em nosso território, toda abarrotada de pedras preciosas.         
Além de Ibituruna, Fernão Dias, desbravando o sertão mineiro, fundou em seguida, Piedade do Paraopeba, distrito de Brumadinho hoje, Roça Grande, distrito de Sabará, Quinta do Sumidouro, distrito de Pedro Leopoldo, onde viveu seus últimos dias, vindo a falecer em 1681. Seu corpo foi levado para São Paulo, por seu filho, onde está sepultado no Mosteiro de São Bento. Fernão Dias contribuiu para a formação de várias outros povoados em Minas Gerais, que deram origem a várias cidades hoje.  

Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante - 
A capela de São Gonçalo do Amarante foi criada por provisão em 1769. A partir daí, passou por diversas modificações até chegar aos dias de hoje. O tempo fez com que características do barroco fossem perdidas, pouco se vê das características originais. Dentro do templo, conserva-se a imagem primitiva de São Gonçalo do Amarante. 

Igreja de Nossa Senhora do Rosário - De características mais antigas que a própria igreja matriz, a igreja em honra a Nossa Senhora do Rosário tem uma característica simples e acolhedora, como casa de mãe.

Vale ressaltar que Ibituruna foi a primeira povoação fundada em Minas Gerais pelo bandeirante Fernão Dias e não é a primeira povoação de Minas Gerais. Antes da chegada do famoso bandeirante paulista, já existiam povoações em nosso território.

O mapa está disponível em: 1927_05_MG Município de São João Del'Rey

Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

segunda-feira, 4 de fevereiro de 1980

4 - São Romão – Norte de Minas - Fundada em 1668

Onde está hoje o município de São Romão era um território habitado por indígenas da etnia Caiapós. Com a chegada das bandeiras à região, foi fundado um povoado em 23 de outubro de 1668 com o nome de Santo Antônio da Manga. Houve resistência de indígenas nativos e nômades. Segundo história oral, a resistência indígena foi totalmente contida, por volta de 1712, chefiada pelo paulista Januário Cardoso de Almeida e pelo português, Manuel Pires Maciel, tendo a vitória final no dia de São Romão, por isso o nome da cidade.

Essa ilha foi palco de violentas batalhas travadas entre foragidos da justiça de todo Brasil e de Portugal, índios nômades ou aldeados, escravos fugidos e elementos desgarrados de antigas bandeiras, tendo como combatente principal Manuel Francisco de Toledo, designado para o policiamento do local pelo governo da província. Manuel Francisco de Toledo era sobrinho de Januário Cardoso de Almeida.

"Fronteira ao arraial está uma ilha, que se diz a de São Romão, com meia légua de comprido e quase 400 passos geométricos de largo, onde consta, por tradição constante e não controvertida, que houve uma aldeia de índios, os quais a desampararam, depois de destroçados por Januário Cardoso de Almeida, paulista, e Manuel Pires Maciel, português, em dia de "São Romão". Não havendo certeza do ano desse fato, sabe-se contudo que fora antes de 1712..."

A Igreja Nossa Senhora do Rosário é considerada o prédio mais antigo de São Romão. Não se sabe ao certo a data da sua construção devido aos poucos registros, mas supõe-se que a igreja foi construída mais ou menos no ano de 1775. Considerada o mais importante símbolo religioso para o município, ainda hoje são realizadas missas e festas comemorativas como a festa de Nossa Senhora do Rosário no primeiro final de semana do mês de Outubro.

O povoado foi elevado a freguesia e vila em 1831 e a município em 1924. São Romão, distante 529 km de Belo Horizonte é uma cidade do Norte de Minas, banhada pelo Rio São Francisco e tem cerca de 13 mil habitantes. 

O mapa está disponível em: 1927_04_MG Município de São Francisco .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

domingo, 3 de fevereiro de 1980

3 - Arraial da Barra do Sabará - Grande BH – Fundada em 1665

A história de Sabará está ligada à descoberta de ouro na região, então conhecida como Sabarabuçu, em finais do século XVII. Borba Gato foi um bandeirante paulista de grande importância neste processo, já que ele foi o descobridor do ouro as margens do Rio das Velhas. Logo após a descoberta, Borba Gato foi o responsável por controlar as lavras, enviando os impostos devidos para a Coroa Portuguesa. Ele era genro do também bandeirante Fernão Dias.

Em 1665 chega à região bandeirantes em busca do ouro. Formaram um arraial, elevado a freguesia em 1707, a vila em 1711 com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará e por fim à cidade desde 1838. Fica a 20 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Horizonte, Caeté, Nova Lima, Raposos, Taquaraçu de Minas, Santa Luzia.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é um templo católico da cidade brasileira de Sabará, no estado de Minas Gerais. Tem grande tradição e é um importante exemplar da arte colonial brasileira, com rica decoração interna. 
É uma das mais antigas igrejas do estado de Minas Gerais, rivalizando em antiguidade com a Matriz de Raposos e a Sé de Mariana, mas a data precisa de sua construção não é conhecida, pois a documentação que sobrevive é muito escassa.
Em 1714 já aparecem referências à Igreja Nova, e em 1718, conforme carta do governador Dom Pedro de Almeida ao Rei de Portugal, ela já estava bem adiantada, inclusive no que diz respeito à decoração, pois ele refere que em Minas só havia duas igrejas em condição "decente", a de Ouro Preto (provavelmente se referindo à Matriz do Pilar) e a de Sabará. Em 1720 já é chamada de Igreja Grande ou Matriz. Sua construção e decoração estão ligadas ao esforço do padre José de Queirós Coimbra, que foi seu vigário por mais de sessenta anos. Está entre as primeiras igrejas de vigararias coladas da capitania, o que ocorreu por força de uma carta régia de 1724, sendo governador Dom Lourenço de Almeida.

O mapa está disponível em: 1927_03_MG Município de Sabará .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

sábado, 2 de fevereiro de 1980

2 - Ouro Branco – Região central de Minas – Fundada em 1664

Ouro Branco foi emancipado em 1953 do município de Ouro Preto, e está ilustrado no Municípios do Album Chorographico (1927) no município de Ouro Preto em 1927.
O povoado de Santo Antônio de Ouro Branco teve sua origem em fins do século XVII, provavelmente no ano de 1694, como consequência do processo de ocupação iniciado com as primeiras bandeiras que, subindo o Rio das Velhas à procura de ouro, desbravaram a região, assentando-se ao pé da Serra de Ouro Branco, também denominada, na época, Serra do Deus (te) Livre.
Os ex-integrantes da Bandeira chefiada por Borba Gato, Miguel Garcia de Almeida Cunha e Manuel Garcia, transpondo os altos da cachoeira de Itabira do Campo (atualmente Itabirito) descobre o ouro na falha radial da Serra, onde se encontram os mananciais dos Ribeirões da Cachoeira e Água Limpa. Tal descoberta não produz o rendimento esperado: Manuel e Miguel se desentendem e a bandeira se divide.
Miguel Garcia desce o vale do chamado "Rio da Serra", que corre para o Oeste, paralelamente à aguda escarpa da Serra de Deus Livre. Funda um povoado nessa região, após descobrir ouro de cor amarela, clara, produzida pelo mineral Paládio a ele associado, denominado "Ouro Branco" por simples contraste cromático aparente com o "Ouro Preto" do Tripuí.
Ouro Branco foi uma das mais antigas freguesias de Minas, tornada colativa pelo alvará de 16 de fevereiro de 1724, expedido pela Rainha Maria I, durante o governo de Lourenço de Almeida. Nesse período Ouro Branco já possuía considerável importância econômica pela prosperidade de sua população.

Manuel Garcia, por sua vez,  segue na direção Nordeste, indo dar com o rico córrego do Tripuí, descobrindo o "Ouro Preto", cor produzida devido à presença do Óxido de Ferro em sua composição.

Distante 100 km de Belo Horizonte e 33 km de Ouro Preto, foi a segunda mais antiga povoação a ser formada em Minas Gerais, tendo com um dos marcos de sua fundação, a Igreja de Santo Antônio, datada de 1717, em Itatiaia, distrito de Ouro Branco, (no mapa de 1927) O município faz divisa com os municípios de Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Itaverava, Ouro Preto.

O mapa está disponível em: 1927_02_MG Município de Ouro Preto  .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

sexta-feira, 1 de fevereiro de 1980

1 - Matias Cardoso (Morrinhos) – Norte de Minas – Fundada em 1660

Matias Cardoso (Distrito de Morrinhos) foi emancipado em 1992 do município de Manga. Manga (Distrito de São Caetano do Japoré) foi emancipada em 1923 do município de Januária, e está ilustrado no Municípios do Album Chorographico (1927) no município de Januária em 1927.
Essa a primeira povoação duradoura a se estabelecer no território mineiro apesar de na época pertencer à Capitania da Bahia. Desde sua fundação por volta de 1660, a sociedade pastoril disseminada a partir de Morrinhos se dedicou à criação de gado e à produção de gêneros alimentícios, que comercializavam com a cidade de Salvador. Daí a existência de um caminho que ligava as duas cidades e que posteriormente fizeram parte dos chamados caminhos do sertão ou caminhos da Bahia. O comércio com a sociedade baiana era tão intenso e lucrativo que possibilitou à população de Morrinhos construírem uma imensa igreja, a primeira de Minas Gerais, ainda hoje existente na cidade de Matias Cardoso, ela era e é dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Constituiu-se como primeira freguesia no território do Estado de Minas Gerais, fato que ocorreu no ano de 1695.
Sua origem data de 1660, com a chegada á região da bandeira de Matias Cardoso de Almeida. Chegaram, formaram um povoado, de nome Morrinhos, a primeira povoação de Minas Gerais. O arraial prosperava, tendo sido elevado a freguesia, vila, distrito e por fim cidade emancipada, passando a adotar o nome de Matias Cardoso, em homenagem ao bandeirante. Além de ser o povoamento mais antigo de Minas Gerais, abriga também a primeira igreja de Minas Gerais, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, erguida pelos Jesuítas. Hoje a igreja é um dos símbolos da história de Minas Gerais. Matias Cardoso (identificado como Morrinhos no mapa de 1927) fica a 683 km de Belo Horizonte, no Norte do Estado, contando com cerca de 12 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de Manga, Itacarambi, Jaíba, Gameleiras, São João das Missões e Malhada (Ba) e Iuiú (BA).

O mapa está disponível em: 1927_01_MG Município de Januária  .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

quinta-feira, 17 de janeiro de 1980

Capitania, Província e Estado de Minas Gerais - Comarcas em 1872

Em 2 de dezembro de 1720, a Capitania de São Paulo e Minas do Ouro foi desmembrada pela Coroa Portuguesa, sendo criada a Capitania de Minas, que se tornou conhecida como Minas Gerais.
A Província de Minas Gerais foi instituída no Reino do Brasil pelas Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, em 28 de fevereiro de 1821, ainda no âmbito do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, criada a partir da Capitania de Minas Gerais.
Foi uma província do Império do Brasil a partir de 1822, e deu origem ao atual Estado de Minas Gerais, após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.
Durante o período do Império do Brasil, de 1822 a 1889, a Província de Minas Gerais desempenhou um papel fundamental na consolidação e estabilidade do novo regime político.
A província, historicamente rica e influente, continuou a exercer um papel central na economia, na política e na cultura do país.

Consolidação territorial de Minas Gerais
Mapa: MOURA; Antonio de Paiva.
No fim do século XVIII, começou a ocupação das atuais regiões da Zona da Mata, Norte de Minas e Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba - Fase 01.  
A expansão dos limites de Minas Gerais continuou ao longo do século XIX, em direção ao vale do Bahia e ao Espírito Santo . Em 1800, definiu-se a divisa com o Espírito Santo, a qual foi estendida até a Serra dos Aimorés - Fase 02. 
Em 1816, as atuais regiões do Triângulo e Alto Paranaíba foram incorporadas a Minas Gerais transferidas da Capitania de Goiás - Fase 03.
Em 1824 o atual Noroeste de Minas deixou de pertencer a Pernambuco e foi incorporado a Minas, com a incorporação da Comarca do Rio São Francisco.  Devido ao movimento separatista da Confederação do Equador, Pedro I a desligou do território pernambucano como punição e para evitar a irradiação das ideias republicanas do movimento.
Já a divisa com o Rio de Janeiro, estabelecida sem muita precisão desde 1709, foi fixada em 1843 - Fase 04. 
Em 1857, o Vale do Jequitinhonha foi definitivamente transferido da Bahia para Minas Gerais. Diversas disputas entre Minas Gerais e São Paulo ocorreram nos séculos XIX e XX. Houve a Conferência de Limites Interestaduais, que tratou desse e de outros casos e, por fim, em 1936, a partir dos trabalhos da Comissão Mista de Limites de São Paulo e Minas Gerais, finalmente as divisas foram aceitas pelos dois estados como são hoje.

Criação de vilas, freguesias, distritos e municípios
Até o final do século XVIII, a maior parte da população da capitania concentrava-se nos núcleos urbanos e nas proximidades da região mineradora. Contudo, o esgotamento das jazidas auríferas e de diamantes levou à diáspora da população urbana, que se deslocou para outras regiões. Os desbravadores passaram a criar novas fazendas por outras regiões do atual estado, erguiam capelas onde posteriormente surgiam arraiais e vilas.
No início do século XIX, houve uma intensa criação de vilas, freguesias, distritos e municípios. Isto contribuiu para a expansão e povoamento do território mineiro, expandido suas fronteiras para o norte (adquirindo partes da província de Pernambuco), para leste (adquirindo áreas do Espírito Santo), para o oeste (anexando a região do Triângulo Mineiro, antes pertencente a Goiás). A população mineira passou a ser predominantemente rural, e as cidades do ouro ficaram cada vez mais vazias, o que teve grande influência na cultura e na política da província.

Censo demográfico do Brasil de 1872
Em 1872 através do censo demográfico se confirmou que a Província de Minas Gerais era a mais populosa do Império. Com uma população estimada em mais de 2 milhões de pessoas, também era a maior em quantidade de escravos: cerca de 370 459, distribuídas em 22 comarcas.

Comarcas, Paróquias e distritos recenseados em 1872. 
I. Comarca da Capital: 1.1. Município de Ouro Preto: Ouro Preto, Antônio Pereira, São Bartolomeu, Antônio Dias, Santo Antônio da Casa Branca, Nossa Senhora da Conceição do Rio das Pedras, Itabira do Campo, Cachoeira do Campo, Ouro Branco, Piedade do Paraopeba e Nossa Senhora da Conceição de Congonhas do Campo. 12. Município do Bom Fim: Bonfim, Itatiaiussu, Piedade dos Gerais, São Gonçalo da Ponte, Rio do Peixe, Mateus Leme. 1.3. Município de Queluz: Nossa Senhora da Conceição de Queluz, Capela Nova de Nossa Senhora das Dores, Santo Amaro, Santo Antônio de Itaverava, Catas Altas da Noruega, Brumado de Suassuhy, São Brás de Suassuhy, Piedade da Boa Esperança e Lamim.

II. Comarca de Sabará: 2.1. Município de Sabará: Sabará, Nossa Senhora da Lapa, Santa Quitéria, Raposos, Congonhas do Sabará, Santo Antônio do Rio Acima, Curral Del Rei, Betim, Contagem. 2.2. Município de Caeté: Caeté, Roças Novas, Taquarussu, Jaboticatubas.

III. Comarca do Rio Piracicava: 3.1. Município de Mariana: Assunção de Mariana, Aflitos de Mariana, Camargos, Inficionado, Rosário do Sumidouro, São Caetano do Ribeirão Abaixo, Conceição do Brumado, Forquim, Saúde, Paula Moreira e Barra Longa. 3.2. Município de Santa Bárbara: Santa Bárbara, São Gonçalo do Rio Abaixo, São João do Morro Grande, Cocais, Senhor Bom Jesus do Alto do Rio de São João, São Miguel de Piracicava, Catas Altas do Mato Dentro, São Domingos do Prata. 3.3. Município de Itabira: Itabira, Carmo de Itabira, Cuiethé, Santana dos Ferros, Santa Maria, Joanésia, Antônio Dias Abaixo, São José da Lagoa, Alfié, 3.4. Município de Ponte Nova: Ponte Nova, Escalvados, Pedra do Anta, Santa Margarida, São Franc. do Ribeirão Vermelho, Conceição do Casca, Jequeri, Abre Campo, Pedra Bonita.

IV. Comarca do Rio Muriahé: 4.1. Município de São Januário do Ubá: São Januário do Ubá, Presídio, Sapé, Santo Antônio do Muriahé, São José do Barroso, Santana de Bagres. 4.2. Município de São Paulo do Muriaé: São Paulo do Muriahé, Dores da Vitória, Nossa Senhora da Glória de Muriahé, São Francisco da Glória, Santa Luzia de Carangola, Divino Espirito Santo*, São Sebastião da Cachoeira Alegre, São Francisco de Assis de Capivari, São Francisco de Paula da Boa Família, São Sebastião da Mata, Conceição dos Tombos do Carangola. 4.3. Município de Santa Rita do Turvo: Sta. Rita do Turvo, São Miguel de Arrepiados, São Sebastião dos Aflitos, Barra do Bacalhau, São Sebastião do Coimbra, São Miguel do Anta. 4.4. Município de Piranga: Conceição de Piranga, São Caetano do Chapotó, São José do Chapotó, Nossa Senhora de Oliveira de Piranga, Conceição do Turvo, Calambao.

V. Comarca do Rio Pomba: 5.1. Município de Leopoldina: Leopoldina, Madre de Deus do Angú, Santa Rita da Meia Pataca, Conceição do Laranjal. Santana do Pirapitinga, Nossa Senhora da Piedade, Conceição da Boa Vista, Senhor Bom Jesus do Rio Pardo. 5.2. Município de São Manuel do Pomba: São Manuel do Pomba, Espírito Santo do Pomba, Senhor do Bomfim das Mercês do Pomba, Cana Verde do Taboleiro, Nossa Senhora das Mercês do Pomba, São José de Paraopeba. 5.3. Município de Mar de Hespanha: Mar de Hespanha, Além Parahyba, Divino Espírito Santo do Mar de Hespanha, Aventureiro, Dores de Monte Alegre. 5.4. Município de Rio Novo: Rio Novo, Divino Espírito Santo de Piao. São João Nepomuceno.

VI. Comarca do Rio Parahibuna: 6.1. Município de Barbacena: Barbacena, Remédio, Santa Rita de Ibitipoca, Desterro do Melo, Nossa Senhora da Conceição de Ibitipoca, João Gomes. 6.2. Município de Juiz de Fora: Juiz de Fora, Nossa Senhora da Glória de São Pedro de Alcântara*, Nossa Senhora D'assunção do Chapéu de Uvas.  6.3. Município de Rio Preto: São José do Rio Preto, São Francisco de Paula do Monte Verde. 

VII. Comarca do Rio das Mortes: 7.1. Município de São João del Rei: São João del Rei, Carrancas, Conceição da Barra, Nazareth, São Miguel de Cajuru, Madre de Deus, Santa Rita do Rio Abaixo. 7.2. Município de São José Del Rei: São José del Rei*, Prados, Lagoa Dourada, Lage, Santana da Ressaca de Carandaí. 7.3. Município de Lavras; Lavras, Perdões, Nepomuceno, Carmo da Cachoeira.

VIII. Comarca do Rio Baependi: 8.1. Município de Baependi: Baependi, Conceição do Rio Verde, Conceição do Pouso Alto, Picu, São Tomé Das Letras, Passa Quatro. 8.2. Município de Campanha: Campanha, Espírito Santo da Mutuca, Águas Virtuosas, São Gonçalo da Campanha, Três Corações do Rio Verde, Lambari. 8.3. Município de Aiuruoca: Aiuruoca, Rosário da Lagoa, Serranos, Bocaina, Bom Jesus do Livramento. 8.4. Município de Cristina: Cristina, Carmo do Pouso Alto, Capituba, Santa Catarina, Conceição da Virgem do Pouso Alto. 8.5. Município de Conceição do Porto do Turvo: Conceição do Porto do Turvo, São Vicente Ferrer, Bom Jardim. 8.6. Município de Senhor dos Passos do Rio Preto: Senhor dos Passos do Rio Preto, Santo Antônio de Oliveira. Sta. Rita de Jacotinga, Dores do Rio do Peixe, Sta. Bárbara do Monte Verde.

IX. Comarca do Rio Jaguary: 9.1. Município de Pouso Alegre: Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, Conceição da Aparecida da Estiva. 9.2. Município de Jaguari: Jaguari, Santa Rita de Extrema, São José do Toledo, Carmo do Cambuí. 9.3. Município de Itajubá: Itajubá, São Caetano da Vargem Grande, Nossa Senhora da Conceição de Parangussu, Soledade de Itajubá, Santa Rita de Boa Vista. 9.4 Município de Ouro Fino: Ouro Fino, Jacotinga, São Bom Jesus do Campo Místico, Carmo da Borda da Mata. 9.5. Município de São José do Paraíso: São José do Paraíso, São João Batista da Cachoeira, Santana de Capivari.

X. Comarca do Rio Sapucahy: 10.1. Município de Caldas: Nossa Senhora do Patrocínio de Caldas*, Campestre, São Sebastião de Jaguari, São Francisco de Paula do Machadinho, Santa Rita de Cássia. 10.2. Município de Três Pontas: Três Pontas, Varginha, Carmo do Campo Grande. 10.3. Município de Alfenas: Alfenas, Santo Antônio do Machado, Vila Formosa, São Sebastião do Areado, Douradinho, São Joaquim da Serra Negra. 10.4. Município de Dores da Boa Esperança: Dores da Boa Esperança, Espírito Santo dos Coqueiros, São Francisco do Água-Pé. 10.5. Município de Cabo Verde: Cabo Verde, São José da Boa Vista, Nossa Senhora da Conceição da Boa Vista.

XI. Comarca do Rio Pará: 11.1. Município de Oliveira: Oliveira, São Francisco de Paula, Passa Tempo, Carmo do Japão, Santo Antônio do Amparo, Cláudio. 11.2. Município de Formiga: São Vicente F. da Formiga,  Nossa Senhora do Carmo de Arcos, Bambuí. 11.3. Município de Tamanduá: São Bento de Tamanduá, Campo Belo, Espírito Santo da Itapecirica,  Nossa Senhora do Desterro, Candeas. 11.4. Município do Bom Sucesso: Bom Sucesso, São João Batista, São Thiago. 11.5. Município de Sto. Ant. do Monte: Santo Antônio do Monte, Nossa Senhora da Luz do Aterrado

XII. Comarca do Rio Grande: 12.1. Município de Passos: Nossa Senhora dos Passos, Dores do Aterrado*, São Sebastião da Ventania, Carmo do Rio Claro, Santa Rita de Cássia do Rio Claro, Santa Rita do Rio Claro. 12.2. Município de Piumhy: Piumhy, São João Batista do Glória, Pimenta, São Roque do Piumhy. 12.3. Município de Jacuhy: São Sebastião do Paraíso, São Carlos do Jacuhy*. São Francisco das Chagas do Monte Santo, Dores do Guaxupé.

XIII. Comarca do Rio Paraná: 13.1. Município Uberaba: Uberaba, São Pedro da Uberabinha, Carmo do Frutal. 13.2. Município de Carmo do Prata: Carmo da Prata, Boa Vista do Rio Verde, Francisco Sales, São José do Tijuco.  13.3. Município de Sacramento: Sacramento, Forquilha, Desemboque. 13.4. Município de São Francisco das Chagas do Monte Alegre: São Francisco das Chagas do Monte Alegre, Santa Maria, Nossa Senhora da Abadia do Bom Sucesso.

XIV. Comarca do Rio Paranahyba: 14.1. Município de Bagagem: Bagagem, Brejo Alegre, Água Suja, Carmo da Bagagem, Santana do Rio das Velhas. 14.2. Município de Araxá: São Domingos de Araxá, Pratinha, 14.3. Município de Campo Grande: São Francisco das Chagas do Campo Grande, Carmo do Arraial Novo. 14.4. Município de Patrocínio: Patrocínio, Coromandel, Serra do Salitre. 14.5. Município de Patos de Minas: Patos de Minas, Parnahyba.

XV. Comarca do Rio Indaiá: 15.1. Município de Pitangui: Pitangui, Santana do Onça do Rio de São João, Bom Despacho, Maravilha, 15.2. Município de Pará: São Gonçalo do Pará, Santana do Rio de São João Acima, Pompéu, Piedade do Pará e Carmo do Cajuru. 15.3. Município de Dores de Indaiá: Dores do Indaiá, Patrocínio, Morada Nova, São Sebastião do Pouso Alegre e Tiros.

XVI. Comarca do Rio Piracatu: 16.1. Município de Paracatu: Paracatu, Guarda Mór, Gurití, Catinga, Alegres.

XVII. Comarca do Rio das Velhas: 17.1. Município de Santa Luzia: Santa Luzia, Lagoa Santa, Matozinho, Jequitibá. 17.2. Município de Curvelo: Curvelo, Piedade dos Bagres, Santana de Traíras*, Livramento de Papagaio. 17.3. Município de Sete Lagoas: Sete Lagoas, Taboleiro Grande.

XVIII. Comarca do Rio Gequitahy: 18.1. Município de Montes Claros: São José de Montes Claros, Senhor do Bom Fim, Olhos D'água, Contendas, Coração de Jesus. 18.2. Município da Barra do Rio das Velhas: Barra do Guaicui.

XIX. Comarca do Rio São Francisco: 19.1. Município de Januária: Januária, Amparo do Brejo do Salgado, Morrinhos. 19. Município de São Romão: São Romão, Pedra dos Angicos.

XX. Comarca do Rio Pardo: 20.1. Município de Grão Mogol: Grão Mogol, Gorutuba, Brejo Das Almas, Itacambira. 20.2. Município do Rio Pardo: Rio Pardo, Salinas, Lenções, Tremedal.

XXI. Comarca do Rio Jequitinhonha: 21.1. Município de Minas Novas: Minas Novas, Capelinha, Santa Cruz da Chapada, Sucuriú, Piedade, Philadelphia, Água Suja. 21.2. Município de Santo Antõnio de Arassuahy: Santo Antônio de Arassuahy, Santo Antônio do Itinga, São Sebastião do Salto Grande*, São Miguel de Jequitinhonha*, São Domingos de Arassuahy. 21.3. Município de São João Batista: São João Batista, Penha de França*, São José de Jacuri, Santíssimo Coração de Jesus das Barreiras.

XXII. Comarca do Serro do Frio: 22.1. Município do Serro: Conceição do Serro, Santo Antônio do Rio do Peixe, Milho Verde, Corrente, Santo Antônio do Peçanha, Rio Vermelho, Rio das Pedras, São Miguel e Almas, Patrocínio do Serro. 22.2. Município de Conceição do Mato Dentro: Conceição do Mato Dentro, São Domingos do Rio do Peixe, Nossa Senhora das Dores de Guanhães*, Santo Antônio da Tapera, Porto de Guanhães, Morro do Pilar de Gaspar Soares, São Francisco de Assis de Paraúna, Itambé de Mato Dentro. 22.3. Município de Diamantina: Santo Antônio de Diamantina*, São Gonçalo de Rio Preto, São João da Chapada, Conceição de Curumatahy, Nossa Senhora da Conceição do Rio Manso*, Santo Antônio de Gouveia*.

O Recenseamento do Império foi bem amplo, cobrindo 96% das localidades.

O mapa está disponível em: 1868_00_MG Minas Gerais .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

segunda-feira, 2 de novembro de 1970

Congonhal 1972 - Cemitério Paroquial de Congonhal

Mapa 01 - Cemitério já constava no Mapa do 
Distrito de São José do Congonhal - 1933
Construído no final do século XIX, recebeu na época o nome de Cemitério Paroquial, pois era de responsabilidade da Paróquia de São José de Congonhal, que até hoje mantem, na sua secretaria os livros de registros de óbitos. "A igreja e o cemitério foram construídos na mesma época (1879)”. (Fichas - arquivo do Museu Tuany Toledo de Pouso Alegre). O cemitério era menor, mais ou menos um quarto do tamanho atual, sendo seus limites definidos por um muro de taipa à frente onde hoje fica o cruzeiro. O restante do lote era cercado por arame farpado. Quando o mato crescia, a comunidade fazia mutirões para carpir, sendo que a cada capina, dedicavam-se moradores de um ou outro bairro da zona rural.
No inicio todas as pessoas eram enterradas em covas. Atualmente ainda existem algumas que são enterradas dessa forma, porém a maioria dos sepultamentos são feitos em carneiras ou túmulos com acabamento de cerâmica ou cimento.  A maioria dos túmulos variam de tamanho, sendo de uma a quatro gavetas. A primeira pessoa a ser enterrada neste cemitério foi uma escrava de nome “Mãe Joana” que morava no bairro dos Coutinhos. Esta informação consta em fichas no Museu histórico "Tuany Toledo", de Pouso Alegre, além de ter sido narrada por pessoas da comunidade.
Foto 01 - Cemitério de Congonhal - Ano de 1972
Também narrado pela comunidade, consta a história da carneira de criança mais antiga pertencente ao menino José Joaquim, nascido a 16 de setembro e falecido a 20 de agosto de 1928.
Outros túmulos estão entre os mais antigos de pessoas adultas: Maria A. Jesus Morais nascida em 1870 e falecida em 1935; Antônia V. Moraes nascida em 1876 e falecida em 1963; Ana Inácia Toledo nascida em maio de 1895 e falecida em outubro de 1925; Eliza Carmelita Toledo nascida em fevereiro de 1876 e falecida em janeiro de 1953; e o de Francisco Cesário Gomes nascido em 21 de março de 1899 e falecido em 11 de dezembro de 1967. Na paróquia existe um livro de Assento de Óbitos, onde eram lançados os registros das pessoas que faleciam e eram enterradas no cemitério, sendo que o primeiro registro foi feito na data de 30 de setembro de 1881 e o ultimo em 16 de maio de 1973.
Fonte: Biblioteca Nacional Digital do Brasil - Jornal - Minas Geraes : Orgão Official dos Poderes do Estado (MG) - 1892 a 1900.