terça-feira, 5 de fevereiro de 1980

Vila de Santo Antônio da Roça Grande – Região central de Minas – Fundado em 1676

 Fernão Dias, desbravando o sertão mineiro, fundou na sequência, Roça Grande, hoje distrito de Sabará, por volta do século XVIII, a vila Santo Antônio do Bom Retiro da Roça Grande, que está um pouco antes da entrada de Sabará, do outro lado do Rio das Velhas.

O povoamento do local começou nas mediações da Igreja de Santo Antônio, por volta do século XVIII. O nome de Roça Grande refere-se às plantações que existiam na época dos Bandeirantes. 

De acordo com historiadores, Roça Grande tem profunda importância para a história de Sabará, já que é um dos arraiais mais antigos de Minas Gerais. No período colonial, o local tornou-se parada obrigatória na travessia para o sertão, devido a suas fontes de água pura. Em 1707, o arraial de Santo Antônio do Bom Retiro da Roça Grande, como era chamado, foi elevado a freguesia (título importante para a época). Passado o auge da exploração do ouro, a região passou a ser de grandes fazendas.

Santuário de Santo Antônio de Roça Grande
- A história do Santuário Santo Antônio de Roça Grande começa em 1676, quando o Bandeirante Borba Gato chega à região de Sabará, trazendo a devoção a Santo Antônio de Pádua. Na região, Borba Gato planta, às margens do Rio das Velhas, uma roça que fica conhecida como Roça Grande por causa da fecundidade do local. Mais tarde torna-se conhecida como Bom Retiro de Roça Grande, Santo Antônio de Roça Grande ou simplesmente Bom Retiro. Borba Gato constrói na região uma primitiva capela em honra a Santo Antônio, feita de adobe simples por fora. Santo Antônio de Roça Grande continua atraindo um número sempre crescente de devotos, vindos de várias cidades de Minas Gerais e do Brasil, para celebrações aos domingos, terças-feiras e dias 13 de cada mês. Destaque para as romarias a pé saindo de vários pontos de Belo Horizonte e de Sabará.

O mapa está disponível em: 1927_03_MG Município de Sabará .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024


Vila de Piedade do Paraopeba – Região central de Minas – Fundado em 1674

Piedade do Paraopeba é um distrito de Brumadinho, Minas Gerais. O Distrito de Piedade do Paraopeba está localizado ao Sul de Belo Horizonte, no sopé da histórica Serra da Moeda, no município de Brumadinho. Distando cerca de 35 quilômetros da capital, o acesso é pela BR - 040. 

Fernão Dias, desbravando o sertão mineiro, fundou em seguida, Piedade do Paraopeba, distrito de Brumadinho, pelos idos de 1674.

A Vila de Piedade do Paraopeba é mais antiga que Ouro Preto, Mariana, Sabará e todas as outras cidades históricas de Minas Gerais e que possui uma igreja pré-barroca, do período missionário – jesuítico, inaugurada em 1713.

Em Piedade do Paraopeba, distrito de Brumadinho, a devoção a Nossa Senhora da Piedade remonta às primeiras décadas do século XVIII. A imagem original que ocupa o altar mor da atual Matriz, entalhada em madeira, foi adquirida em Portugal em 1731. Chegou ao antigo arraial em uma liteira e ocupou seu lugar de honra na singela capelinha que se transformaria mais tarde numa das imponentes edificações religiosas da arquitetura colonial mineira, das primeiras décadas do século XVIII.

O mapa estará disponível em: 1927_07_MG Município de Bomfim

Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

5 - São Gonçalo do Ibituruna – Oeste de Minas – Fundada em 1674

Ibituruna significa “Serra Negra” ou “Nuvem negra”, é uma pequena cidade na Região Oeste de Minas, com cerca de 3 mil habitantes e está distante 220 km de Belo Horizonte. O município faz divisa com Bom Sucesso, Ijaci, Itumirim, Itutinga, Nazareno. Além de sua história, Ibituruna guarda relíquias dos tempos das bandeiras de Fernão Dias e do período colonial, como o Marco da Sesmaria, colocado pelo próprio Fernão Dias,  marco de pedra até hoje existente.      
A cidade foi a quinta povoação a surgir em Minas Gerais e a primeira povoação fundada no território mineiro pelo bandeirante paulista, Fernão Dias Paes Leme, em 1674. O bandeirante deixou São Paulo aos 66 anos, liderando um grupo de 40 homens brancos e 600 índios e mamelucos, Vieram em busca da lendária Sabarabuçu, uma serra, que acreditavam, ser toda formada por esmeraldas e da Vupabuçu, uma imaginária lagoa, que acreditavam existir em nosso território, toda abarrotada de pedras preciosas.         
Além de Ibituruna, Fernão Dias, desbravando o sertão mineiro, fundou em seguida, Piedade do Paraopeba, distrito de Brumadinho hoje, Roça Grande, distrito de Sabará, Quinta do Sumidouro, distrito de Pedro Leopoldo, onde viveu seus últimos dias, vindo a falecer em 1681. Seu corpo foi levado para São Paulo, por seu filho, onde está sepultado no Mosteiro de São Bento. Fernão Dias contribuiu para a formação de várias outros povoados em Minas Gerais, que deram origem a várias cidades hoje.  

Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante - 
A capela de São Gonçalo do Amarante foi criada por provisão em 1769. A partir daí, passou por diversas modificações até chegar aos dias de hoje. O tempo fez com que características do barroco fossem perdidas, pouco se vê das características originais. Dentro do templo, conserva-se a imagem primitiva de São Gonçalo do Amarante. 

Igreja de Nossa Senhora do Rosário - De características mais antigas que a própria igreja matriz, a igreja em honra a Nossa Senhora do Rosário tem uma característica simples e acolhedora, como casa de mãe.

Vale ressaltar que Ibituruna foi a primeira povoação fundada em Minas Gerais pelo bandeirante Fernão Dias e não é a primeira povoação de Minas Gerais. Antes da chegada do famoso bandeirante paulista, já existiam povoações em nosso território.

O mapa está disponível em: 1927_05_MG Município de São João Del'Rey

Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

segunda-feira, 4 de fevereiro de 1980

4 - São Romão – Norte de Minas - Fundada em 1668

Onde está hoje o município de São Romão era um território habitado por indígenas da etnia Caiapós. Com a chegada das bandeiras à região, foi fundado um povoado em 23 de outubro de 1668 com o nome de Santo Antônio da Manga. Houve resistência de indígenas nativos e nômades. Segundo história oral, a resistência indígena foi totalmente contida, por volta de 1712, chefiada pelo paulista Januário Cardoso de Almeida e pelo português, Manuel Pires Maciel, tendo a vitória final no dia de São Romão, por isso o nome da cidade.

Essa ilha foi palco de violentas batalhas travadas entre foragidos da justiça de todo Brasil e de Portugal, índios nômades ou aldeados, escravos fugidos e elementos desgarrados de antigas bandeiras, tendo como combatente principal Manuel Francisco de Toledo, designado para o policiamento do local pelo governo da província. Manuel Francisco de Toledo era sobrinho de Januário Cardoso de Almeida.

"Fronteira ao arraial está uma ilha, que se diz a de São Romão, com meia légua de comprido e quase 400 passos geométricos de largo, onde consta, por tradição constante e não controvertida, que houve uma aldeia de índios, os quais a desampararam, depois de destroçados por Januário Cardoso de Almeida, paulista, e Manuel Pires Maciel, português, em dia de "São Romão". Não havendo certeza do ano desse fato, sabe-se contudo que fora antes de 1712..."

A Igreja Nossa Senhora do Rosário é considerada o prédio mais antigo de São Romão. Não se sabe ao certo a data da sua construção devido aos poucos registros, mas supõe-se que a igreja foi construída mais ou menos no ano de 1775. Considerada o mais importante símbolo religioso para o município, ainda hoje são realizadas missas e festas comemorativas como a festa de Nossa Senhora do Rosário no primeiro final de semana do mês de Outubro.

O povoado foi elevado a freguesia e vila em 1831 e a município em 1924. São Romão, distante 529 km de Belo Horizonte é uma cidade do Norte de Minas, banhada pelo Rio São Francisco e tem cerca de 13 mil habitantes. 

O mapa está disponível em: 1927_04_MG Município de São Francisco .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

domingo, 3 de fevereiro de 1980

3 - Arraial da Barra do Sabará - Grande BH – Fundada em 1665

A história de Sabará está ligada à descoberta de ouro na região, então conhecida como Sabarabuçu, em finais do século XVII. Borba Gato foi um bandeirante paulista de grande importância neste processo, já que ele foi o descobridor do ouro as margens do Rio das Velhas. Logo após a descoberta, Borba Gato foi o responsável por controlar as lavras, enviando os impostos devidos para a Coroa Portuguesa. Ele era genro do também bandeirante Fernão Dias.

Em 1665 chega à região bandeirantes em busca do ouro. Formaram um arraial, elevado a freguesia em 1707, a vila em 1711 com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará e por fim à cidade desde 1838. Fica a 20 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Horizonte, Caeté, Nova Lima, Raposos, Taquaraçu de Minas, Santa Luzia.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é um templo católico da cidade brasileira de Sabará, no estado de Minas Gerais. Tem grande tradição e é um importante exemplar da arte colonial brasileira, com rica decoração interna. 
É uma das mais antigas igrejas do estado de Minas Gerais, rivalizando em antiguidade com a Matriz de Raposos e a Sé de Mariana, mas a data precisa de sua construção não é conhecida, pois a documentação que sobrevive é muito escassa.
Em 1714 já aparecem referências à Igreja Nova, e em 1718, conforme carta do governador Dom Pedro de Almeida ao Rei de Portugal, ela já estava bem adiantada, inclusive no que diz respeito à decoração, pois ele refere que em Minas só havia duas igrejas em condição "decente", a de Ouro Preto (provavelmente se referindo à Matriz do Pilar) e a de Sabará. Em 1720 já é chamada de Igreja Grande ou Matriz. Sua construção e decoração estão ligadas ao esforço do padre José de Queirós Coimbra, que foi seu vigário por mais de sessenta anos. Está entre as primeiras igrejas de vigararias coladas da capitania, o que ocorreu por força de uma carta régia de 1724, sendo governador Dom Lourenço de Almeida.

O mapa está disponível em: 1927_03_MG Município de Sabará .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

sábado, 2 de fevereiro de 1980

2 - Ouro Branco – Região central de Minas – Fundada em 1664

Ouro Branco foi emancipado em 1953 do município de Ouro Preto, e está ilustrado no Municípios do Album Chorographico (1927) no município de Ouro Preto em 1927.
O povoado de Santo Antônio de Ouro Branco teve sua origem em fins do século XVII, provavelmente no ano de 1694, como consequência do processo de ocupação iniciado com as primeiras bandeiras que, subindo o Rio das Velhas à procura de ouro, desbravaram a região, assentando-se ao pé da Serra de Ouro Branco, também denominada, na época, Serra do Deus (te) Livre.
Os ex-integrantes da Bandeira chefiada por Borba Gato, Miguel Garcia de Almeida Cunha e Manuel Garcia, transpondo os altos da cachoeira de Itabira do Campo (atualmente Itabirito) descobre o ouro na falha radial da Serra, onde se encontram os mananciais dos Ribeirões da Cachoeira e Água Limpa. Tal descoberta não produz o rendimento esperado: Manuel e Miguel se desentendem e a bandeira se divide.
Miguel Garcia desce o vale do chamado "Rio da Serra", que corre para o Oeste, paralelamente à aguda escarpa da Serra de Deus Livre. Funda um povoado nessa região, após descobrir ouro de cor amarela, clara, produzida pelo mineral Paládio a ele associado, denominado "Ouro Branco" por simples contraste cromático aparente com o "Ouro Preto" do Tripuí.
Ouro Branco foi uma das mais antigas freguesias de Minas, tornada colativa pelo alvará de 16 de fevereiro de 1724, expedido pela Rainha Maria I, durante o governo de Lourenço de Almeida. Nesse período Ouro Branco já possuía considerável importância econômica pela prosperidade de sua população.

Manuel Garcia, por sua vez,  segue na direção Nordeste, indo dar com o rico córrego do Tripuí, descobrindo o "Ouro Preto", cor produzida devido à presença do Óxido de Ferro em sua composição.

Distante 100 km de Belo Horizonte e 33 km de Ouro Preto, foi a segunda mais antiga povoação a ser formada em Minas Gerais, tendo com um dos marcos de sua fundação, a Igreja de Santo Antônio, datada de 1717, em Itatiaia, distrito de Ouro Branco, (no mapa de 1927) O município faz divisa com os municípios de Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Itaverava, Ouro Preto.

O mapa está disponível em: 1927_02_MG Município de Ouro Preto  .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024

sexta-feira, 1 de fevereiro de 1980

1 - Matias Cardoso (Morrinhos) – Norte de Minas – Fundada em 1660

Matias Cardoso (Distrito de Morrinhos) foi emancipado em 1992 do município de Manga. Manga (Distrito de São Caetano do Japoré) foi emancipada em 1923 do município de Januária, e está ilustrado no Municípios do Album Chorographico (1927) no município de Januária em 1927.
Essa a primeira povoação duradoura a se estabelecer no território mineiro apesar de na época pertencer à Capitania da Bahia. Desde sua fundação por volta de 1660, a sociedade pastoril disseminada a partir de Morrinhos se dedicou à criação de gado e à produção de gêneros alimentícios, que comercializavam com a cidade de Salvador. Daí a existência de um caminho que ligava as duas cidades e que posteriormente fizeram parte dos chamados caminhos do sertão ou caminhos da Bahia. O comércio com a sociedade baiana era tão intenso e lucrativo que possibilitou à população de Morrinhos construírem uma imensa igreja, a primeira de Minas Gerais, ainda hoje existente na cidade de Matias Cardoso, ela era e é dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Constituiu-se como primeira freguesia no território do Estado de Minas Gerais, fato que ocorreu no ano de 1695.
Sua origem data de 1660, com a chegada á região da bandeira de Matias Cardoso de Almeida. Chegaram, formaram um povoado, de nome Morrinhos, a primeira povoação de Minas Gerais. O arraial prosperava, tendo sido elevado a freguesia, vila, distrito e por fim cidade emancipada, passando a adotar o nome de Matias Cardoso, em homenagem ao bandeirante. Além de ser o povoamento mais antigo de Minas Gerais, abriga também a primeira igreja de Minas Gerais, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, erguida pelos Jesuítas. Hoje a igreja é um dos símbolos da história de Minas Gerais. Matias Cardoso (identificado como Morrinhos no mapa de 1927) fica a 683 km de Belo Horizonte, no Norte do Estado, contando com cerca de 12 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de Manga, Itacarambi, Jaíba, Gameleiras, São João das Missões e Malhada (Ba) e Iuiú (BA).

O mapa está disponível em: 1927_01_MG Município de Januária  .

© Direitos de autor. 2024: Gomes; Sinésio Raimundo. Última atualização: 16/07/2024